Que todas as ferramentas e equipamentos necessitam de manutenção, isso todos que atuam no setor de manutenção e suprimentos sabem. Mas alguns tipos de ferramentas, mesmo com todo o cuidado no manuseio muitos reparos, têm uma vida útil mais curta. São as chamadas ferramentas perecíveis, pois vão se deteriorando ao longo do tempo e com a intensidade com que são empregados nas tarefas diárias.
É o caso de peças como facas, lâminas de corte, espumas, escovas, brocas, serrotes, ferramentas de usinagem e alargadores. Após atingir sua vida útil, esses e outros objetos com a mesma classificação precisam ser trocados por outros novos, não sendo mais suficientes apenas reparos e manutenções periódicas.
Como forma de evitar gastos com a troca de ferramentas como estas, o ideal é que haja um planejamento efetivo de gestão de ferramentas. O modo como são utilizadas, manuseadas, guardadas e até reparadas pode influenciar bastante na vida útil de todos os equipamentos. Quanto maior o desleixo, menor o tempo de uso com eficácia e maiores os gastos para substituir peças que já não funcionam mais. Para as empresas isso representa aumento de custos, tarefas não entregues no prazo, diminuição de produção - já que a realização das tarefas está diretamente relacionada à condição de uso de determinadas ferramentas.
Uma questão importante a ser discutida pelas empresas é quanto ao custo que as ferramentas perecíveis representam no orçamento das fábricas. Como possuem uma vida útil bem curta, não existe a necessidade de se comprar as marcas mais caras, porém, a preocupação com a qualidade e com a segurança das peças é um fator primordial na garantia de um trabalho bem feito e sem riscos de incidentes.