P-52 quase prontaA P-52 agora é uma realidade: mais um passo para a auto-suficiência brasileira na produção de petróleo. Recentemente, o casco foi unido ao convés pelos técnicos responsáveis pela construção da plataforma no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis/RJ. Denominado deck mating, o processo, inédito no Brasil, é uma das fases mais delicadas fases da montagem.

Com mais de 70% de conteúdo nacional, 100% dos motores de média tensão bem como a maioria absoluta dos motores de baixa tensão que equipam a P-52 são da WEG. Para os módulos de compressão, a plataforma irá receber seis motores de indução de 9.650kW. O fornecimento inclui ainda geradores e mais de 350 mil litros de tintas.

O módulo de geração da plataforma é composto por 4 turbinas a gás Rolls-Royce RB 211 de 30 MW e 4 geradores WEG SPW1120. Todos geradores, com tensão de 13,8kV e potência de 31.250 KVA, trabalham numa velocidade de 1800 rpm e são acionados por turbinas a gás. Do Brasil, eles foram à Inglaterra para serem montados junto ao módulo de geração de energia das plataformas pela Rolls-Royce. “Até os geradores diesel de emergência são WEG”, orgulha-se Sérgio Esteves, gerente do Centro de Negócios de Energia da WEG.

Um dos produtos de destaque no fornecimento de tintas é a linha WET SURFACE: desenvolvida com tecnologia de ponta, é um revestimento aplicado em superfícies molhadas e/ou condensadas. O Lackpoxi 76, produto que dá nome à linha, tem alta proteção anticorrosiva e excelente aderência.

O casco da plataforma P-52, construído pela Keppel Fels, saiu de Cingapura rumo ao Brasil em fevereiro. A viagem pelos oceanos Índico e Atlântico durou pouco mais de um mês e incluiu abastecimento e troca de tripulação no sul da África. Com peso de aproximadamente 17 mil toneladas, o casco tem dimensões de 94 x 85 (largura) x 43 (altura) metros. O prazo de construção, desde a assinatura do contrato, foi de 25 meses. Já o convés foi financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e atingiu um índice de nacionalização de 71%. O gerente da Petrobras observa que esse percentual é uma demonstração do potencial de a indústria nacional produzir em bases competitivas, uma vez que o patamar mínimo era de 60%.

A P-52 pertence à Fase 2 do Módulo 1A do Programa de Desenvolvimento do Campo de Roncador, na Bacia de Campos/RJ, e deverá entrar em operação no início de 2007, quando será ancorada a uma profundidade de 1.800 metros de lâmina d´água. A unidade estará ligada a 29 poços (19 produtores e 10 injetores) e terá capacidade para extrair 180 mil barris diários de petróleo e comprimir 9,3 milhões de m³ de gás natural. O empreendimento, orçado em US$ 935 milhões, é resultado do contrato assinado em dezembro de 2003 pela Petrobras Netherlands B.V. e pelo consórcio FSTP, constituído pela Keppel Fels e pela Technip – empresa de engenharia responsável pelo projeto. Quatro módulos de processos e utilidades da P-52 foram construídos pela Keppel Fels (mesma empresa que construiu o casco, em Cingapura), no canteiro da empresa em Niterói. Os de geração ficaram sob responsabilidade da Rolls-Royce, no estaleiro da Mac Laren, também em Niterói. Os de compressão foram construídos pela Nuovo Pignone, no canteiro Porto Novo Rio, no Caju.

Após o deck mating será feito o içamento do convés inferior (denominado spider deck). Uma vez concluída essa etapa, a P-52 entrará na fase de conclusão da integração, que inclui a instalação do flare – uma torre de exaustão com 120 metros de comprimento e 600 toneladas – prevista para julho. A conclusão total da obra é esperada para dezembro de 2006.

A operação de deck mating da P-52 irá servir como parâmetro para a construção de sua irmã gêmea, a P-51 (Fase 2 do Campo de Marlim Sul), também sob responsabilidade do consórcio Keppel Fels/FSTP. Neste caso, a obra será ainda mais inovadora, uma vez que o casco da unidade será construído totalmente no Brasil, nas instalações do Brasfels. Ambos projetos vão contribuir com a auto-suficiência brasileira.

Autor(es): Marketing - WEG

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