A despeito da valorização cambial, as exportações de autopeças no acumulado dos cinco primeiros meses do ano cresceram 20,6%, alcançando US$ 1,14 bilhão e consagrando-se como o terceiro item mais exportado dentro do segmento de manufaturados. A participação do setor no total das exportações, no entanto, manteve-se praticamente inalterada passando de 2,3% a 2,2%.

Já as exportações de motores para automóveis passaram de US$ 935 milhões para US$ 1,12 bilhão, mantendo o quarto lugar na lista de produtos manufaturados mais exportados, participando com 2,1% das operações. Os dados são do Siscomex (Secretaria de Comércio Exterior).

No Sindipeças, os dados estão pouco defasados. De acordo com a entidade que representa o setor de autopeças, de janeiro a abril, US$ 2,68 bilhões, incluindo, peças, componentes e sistemas, foram exportados, enquanto US$ 2,19 bilhões foram importados. Comparados com os resultados do ano passado as exportações cresceram 18,6%, enquanto as importações tiveram queda de 1,8%.

De acordo com análise divulgada no site da entidade, a queda nas importações ainda reflete orientações tomadas pelas empresas de outubro do ano passado a fevereiro deste ano, de reduzir as compras no exterior devido à decisão do governo brasileiro de eliminar o desconto de importação de 40% oferecido em peças e componentes. A partir de março o desconto voltou a vigorar, e deve provocar adequação nas compras externas.

Quanto ao crescimento das exportações, Paulo Butori, presidente do Sindipeças, destaca que se trata de movimento inercial e que quando os impactos da valorização cambial começarem a aparecer serão irreversíveis. "As exportações são como um navio. A percepção quando ocorre mudança de direção é extremamente lenta, e depois não há como voltar para a antiga rota de forma ágil".

MERCADOS - O maior mercado das vendas de produtos brasileiros é a América do Norte com 40,06%, enquanto o maior vendedor ao país é a Europa com 48,51% das operações. Fechando um pouco mais o ângulo, Estados Unidos, Argentina e México lideram as compras de peças e componentes com etiqueta made in Brasil com 31%, 17,6% e 8,3% de participação, respectivamente. Na mão oposta, os maiores volumes de importação são originários da Alemanha (16,9%), Japão (15,4%) e Estados Unidos (14,8%).

Chama a atenção no ranking a China. Enquanto as importações de produtos chineses cresceu 63% passando de US$ 36,5 milhões para US$ 58 milhões, as vendas de cá para lá apresentaram retração de 8,2% de US$ 62,4 milhões para US$ 57,3 milhões. Para Índia, que não aparece na lista dos dez maiores mercados importadores, as exportações cresceram 151% para US$ 16,8 milhões.

Autor(es): Diário do Grande ABC/Lana Pinheiro

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