A Rio Tinto Brasil apresentará na próxima quinta-feira, 27 de julho, o projeto do pólo mínero-siderúrgico de Corumbá, para 100 empresários na sede da Federação das Industrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), em Campo Grande.

O diretor Comercial e de Relações Externas da empresa, Eduardo Rodrigues, explicará os estudos de viabilidade, já realizados, que contemplam análises técnicas, econômicas, opções de localização e estrutura logística para implantação do projeto. Os estudos custaram R$ 2,5 milhões à Rio Tinto.

A Rio Tinto prevê que o pólo consumirá um investimento de US$ 2 bilhões. A empresa planeja investir US$ 1 bilhão para a expansão da capacidade da mina de minério de ferro - que deve chegar aos 15 milhões de toneladas/ano no final de 2009 - e infra-estrutura logística para escoamento da produção de minério de ferro e produtos siderúrgicos. A outra metade, US$ 1 bilhão, será investida por siderúrgica(s), parceira(s) da Rio Tinto na construção de unidades transformadoras de minério de ferro em produtos siderúrgicos.

A siderurgia utilizará o carvão mineral como fonte energética, podendo, no futuro, substituí-lo parcialmente por carvão vegetal, a partir do capim elefante, caso os estudos ora em andamento comprovem a viabilidade de desenvolver esta alternativa de forma sustentável.

Impactos

O Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do pólo mínero-siderúrgico e da expansão da mina de minério de ferro da Mineração Corumbaense (MCR), subsidiária da Rio Tinto Brasil, foram desenvolvidos por duas consultorias distintas e devem estar concluídos em agosto e reúnem dados sócio-ambientais coletados em quase dois anos de monitoramento.

Além disso, a empresa contratou uma Análise Sócio-Ambiental Estratégica para avaliar o impacto global dos empreendimentos da empresa na região, somados aos impactos dos demais projetos industriais que podem ser implementados em Corumbá.

Estes estudos ajudarão no planejamento de ações para capacitação e contratação de mão-de-obra local durante a implantação e para a operação do pólo, assim como o trabalho com os governos locais em programas para minimizar impactos sociais e ambientais, com monitoramento sócio-econômico, apoio à infra-estrutura urbana dos municípios, diversificação na base econômica, inserção social das correntes migratórias, e desenvolvimento de fornecedores locais. Com informações do Departamento de Comunicação Social.

Autor(es): Campo Grande News / Marcelo Fernandes, do Corumbá online

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