A fábrica da Cross Hueller, de Diadema (SP), está ampliando sua linha de produtos. Já está em produção um novo modelo, o BlueStar 6, centro de usinagem horizontal de grande porte, que vem se somar às linhas seriadas BlueStar 5 e BlueTurn, além das máquinas especiais.

"Iniciamos a produção da BlueStar 6 e devemos ter a primeira máquina made in Brasil até o final do ano", informa Roberto Michael Schaefer, diretor-presidente da Cross Hueller do Brasil. "Queremos oferecer esta linha no mercado brasileiro e também para exportação. A idéia é fazer da planta brasileira a base de fornecimento para as Américas com esta linha de equipamentos".

Os investimentos realizados nos anos de 2004 e 2005, para a introdução da linha BlueStar 5, foram suficientes para produzir o novo modelo. A linha BlueStar, que marcou a entrada da Cross Hueller (então ThyssenKrupp Metal Cutting) no segmento de máquinas seriadas, é produzida apenas nas fábricas do Brasil e da Alemanha.

O centros BlueStar se caracterizam pela versatilidade, robustez e confiabilidade. O novo modelo tem base monobloco; motofuso de 10 mil ou 15 mil rpm; torque de 970 Nm; paletes de 630x630 mm; mesa giratória ou mesa NC de 360 posições; magazine de 40 - 140 ferramentas; opções para equipamentos de refrigeração; possibilidade de fixação hidráulica; duas opções de assento de ferramenta (HSK 100 ou SK 50); diâmetro e comprimento máximos de ferramenta de 450 mm. O tempo cavaco a cavaco é de 4s. "Com índice de nacionalização de 70%, os centros da linha BlueStar podem ser financiados pela Finame", informa, lembrando que a máquina pode ser equipada com os comandos Siemens ou Fanuc.

Schaefer comenta que, no momento, após a filial obter excelentes resultados nos exercícios de 2004 e 2005, os negócios estão abaixo do planejado. Em sua opinião, isto se deve às altas taxas de juros e à queda do dólar, que reduziram o nível de investimentos das empresas no Brasil, além de inviabilizar as exportações brasileiras. "Hoje, estamos menos competitivos não apenas frente a mercados emergentes, mas incrivelmente também na Europa e EUA, historicamente mais caros do que nós", diz. O executivo acrescenta ainda que esses mesmos fatores "estão favorecendo a penetração de produtos importados com preços muito competitivos, porém muitas vezes com baixo conteúdo tecnológico e nenhum tipo de assistência técnica".

Para Schaefer, esse quadro é extremamente negativo para a indústria brasileira como um todo. Enquanto praticamente todos os países colocam barreiras e mantém artificialmente suas moedas para proteger a indústria local, "nossos governantes não tomam nenhuma atitude. Estamos prevendo, se mantida essa política, a gradativa desindustrialização do nosso país".

Se a perspectiva para 2006 não é das melhores, Schaefer demonstra otimismo com 2007. "Temos vários projetos em andamento com possibilidades de gerar boa carteira para 2007", afirma. O diretor observa que a empresa mantém seus planos de crescimento no Brasil, porém agora com ênfase no pós-venda, no sentido de oferecer aos clientes total apoio e novas ferramentas de controle para que possam produzir da maneira mais econômica possível, procurando apoiá-los para serem cada vez mais competitivos frente ao mundo globalizado. "Não queremos ser simplesmente um fornecedor de equipamentos, mas parceiros interessados em contribuir no bom resultado de nossos clientes".

Autor(es): Usinagem Brasil

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