A MWM International Motores fechou o primeiro semestre do ano com resultados positivos em suas exportações. De janeiro a junho deste ano, a empresa faturou US$ 105.241 milhões com a exportação direta de motores e componentes, 13,7% mais que no mesmo período de 2005, quando as exportações representaram US$ 92.554 milhões.

Em relação ao volume de motores exportados, o período registrou aumento médio de 6%, passando de 19.783 unidades em 2005 para 20.967 unidades exportadas no mesmo período deste ano. Os principais clientes dos itens exportados são as montadoras Ford e Iveco da Argentina, Land Rover da Inglaterra, Volkswagen na Alemanha (todos eles recebem motores High Speed), a International Truck & Engine Corporation (ITEC) do México, para onde vão os motores da família Acteon, além da ITEC dos Estados Unidos, que recebe componentes do motor como cabeçote e eixo comando. O volume exportado desses componentes do motor também é representativo: neste primeiro semestre foram exportados 33.226 cabeçotes, contra 32.564 em 2005, volume 2% maior.

O crescimento das exportações mesmo com o cenário de câmbio desfavorável se dá principalmente em função das oportunidades que os novos negócios estão proporcionando, em mercados estratégicos para a MWM International. Um exemplo é a exportação do motor Acteon para o México, que começou em abril deste ano e fecha o primeiro semestre com 726 unidades exportadas, em apenas dois meses de trabalho.

Mas, mesmo com o crescimento nas exportações, a empresa se preocupa com a política econômica do País. "A atual taxa cambial, com o Real supervalorizado, não está remunerando adequadamente o negócio e, se esse panorama não se modificar, poderá comprometer nossos planos futuros de exportação", diz José Eduardo Luzzi, diretor de Vendas, Marketing e Planejamento Estratégico.

Entre esses planos, estão o aumento das exportações para a ITEC do México, tanto dos motores Acteon que já estão sendo exportados e que equipam os caminhões International, como via novas aplicações. Também há oportunidades em países como China e Índia, onde a empresa pretende atuar nos próximos anos, com a abertura de plantas. "Até o início da operação nesses mercados manteremos a demanda dos países com a exportação dos motores do Brasil e dependendo do cenário econômico e da competitividade, poderemos exportar componentes para esses países", explica Luzzi.

Autor(es): Usinagem Brasil

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