Depois de investir R$ 50,6 milhões na compra da fabricante de válvulas de bronze Mipel, de Jacareí (SP), e da fundição argentina Itasa em abril e junho, respectivamente, o grupo Lupatech, com sede em Caxias do Sul (RS), prepara-se para fazer duas novas aquisições. A empresa não revela as negociações em andamento, mas elas podem incluir ativos tanto no Brasil quanto no exterior.

“Estamos trabalhando fortemente com a segurança necessária para que os preços que vamos pagar sejam adequados”, disse o presidente da empresa, Nestor Perini. De acordo com ele, as novas controladas “trarão significativa agregação de valor” à companhia pela "posição estratégica de produto e de mercado" que ocupam.

A Lupatech é a maior fabricante brasileira de válvulas industriais (sobretudo para o setor de petróleo e gás) e para a construção civil, além de produzir peças de ligas metálicas injetadas e fundidas para o setor automotivo. A empresa abriu capital e ingressou no Novo Mercado em maio e no primeiro semestre apurou lucro líquido de R$ 13 milhões, ante R$ 14,1 milhões no mesmo período de 2005.

Conforme a companhia, o resultado semestral foi afetado por despesas não-recorrentes com as aquisições e a oferta pública de ações concluída em junho (que garantiu o ingresso de R$ 155 milhões em novos recursos e proporcionou um caixa líquido de R$ 75,4 milhões no fim do semestre). Sem este efeito, o lucro seria de R$ 18,7 milhões. Pelo mesmo motivo, o resultado do segundo trimestre ficou em R$ 3,3 milhões, ante R$ 7,1 milhões de abril a junho.

A receita líquida consolidada da Lupatech alcançou R$ 106,9 milhões nos seis meses, com alta de 35,1%, e R$ 60,9 milhões no segundo trimestre, com expansão de 42,8%. A divisão “flow” (de válvulas), formada pelas controladas Valmicro, MNA, Mipel e Mipel-RS, respondeu por 68,7% das vendas e o segmento “metal”, que inclui a Steelinject, a Carbonox, a Microinox e a Itasa, pelos 31,3% restantes.

No acumulado do semestre, a margem bruta da empresa passou de 41,1% em 2005 para 42,5% agora. Na comparação entre o segundo trimestre de cada ano houve recuo de 42,3% para 38,8%. A geração de caixa medida pelo conceito lajida (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 35,5% nos seis meses, para R$ 31,4 milhões.

Autor(es): Sérgio Bueno/Valor

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