Acordo dará à subsidiária da siderúrgica brasileira, a CSN LLC, 49,5% da holding Wheeling-Pittsburgh.

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) anunciou ontem que está para fechar um acordo de fusão de sua subsidiária nos EUA, a CSN LLC, com a americana Wheeling-Pittsburgh Corporation. Pelo acordo, a CSN investirá US$ 225 milhões na ampliação e modernização da siderúrgica americana, na forma de financiamento.

Esse valor será convertido em 11,8 milhões de ações da nova holding Wheeling-Pittsburgh dentro de três anos. Com a conclusão do negócio, a CSN ficará com 49,5% da holding. Os 50,5% restantes ficarão de posse da empresa americana.

A transação deve demorar mais 60 dias para ser concluída, pois tem de ser aprovada pela assembléia de acionistas da siderúrgica americana. Ontem, comunicados sobre a negociação foram enviados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e à SEC (Securities and Exchange Comission, dos EUA).

A fusão complementa a estratégia de expansão dos negócios da CSN que tem projeto de investir em novas usinas no Brasil para exportar placas de aço para os EUA e a Europa. "A CSN proverá à Wheeling-Pittsburgh um acordo de longo prazo de fornecimento de placas, injeção de capital e sinergias realizáveis que aumentam a atratividade dessa transação", disse Marcos Lutz, vice-presidente-executivo de infra-estrutura e energia da CSN.

A empresa tem operações nos EUA desde 2001, quando adquiriu a Heartland Steel, hoje CSN LLC, localizada em Terre Haute, Indiana. Essa unidade tem capacidade para produzir 1 milhão de toneladas de produtos decapados, laminados a frio e galvanizados por ano. Já a Wheeling-Pittsburgh é uma holding que, junto com várias subsidiárias, tem capacidade para produzir 2,8 milhões de toneladas de placas e 3,4 milhões de toneladas de laminados a quente por ano.

Do total a ser investido pela CSN, US$ 150 milhões serão destinados a atualizar e expandir a capacidade de produção da nova empresa para 4 milhões de toneladas anuais. Além disso, a fusão prevê que seja instalada uma segunda linha de galvanização nas plantas da CSN em Terre Haute. A CSN é uma das líderes mundiais na produção de aço, com operações na América do Norte, América Latina e Europa. Outra empresa do setor que vem mantendo uma trajetória de consolidação da siderurgia é a Gerdau.

No primeiro semestre, ela investiu US$ 697 milhões na aquisição de empresas fora do país: comprou 40% da Sidenor (Espanha), assumiu a Sheffield Steel, nos EUA, e adquiriu o controle da Siderperu.

Autor(es): SANDRA BALBI/Folha de São Paulo

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