Cientistas japoneses do Laboratório Akishima, pertencente à empresa Mitsui, e da Universidade de Osaka, desenvolveram um equipamento que consegue escrever na água, em alto relevo. As letras são compostas por um sincronismo perfeito de ondas, geradas no interior de um equipamento circular.

Um conjunto de computadores com uma capacidade de processamento de fazer inveja a muitas universidades é o responsável por controlar o AMOEBA - "Advanced Multiple Organized Experimental Basin", algo como bacia experimental avançada multiplamente organizada.

A bacia high-tech mede 1,6 metro de diâmetro por 30 centímetros de profundidade. Ao seu redor, 50 geradores/absorvedores de ondas se encarregam de controlar o espalhamento das ondas em sincronismo perfeito, gerando os pixels da tela aquática. Cada pixel tem 10 centímetros de diâmetro e quatro centímetros de altura.

Pode parecer uma "resolução" muito baixa, mas o AMOEBA é capaz de desenhar de forma perfeita todo o alfabeto romano e alguns caracteres do alfabeto kanji. Cada letra dura apenas alguns instantes, mas o aparelho é capaz de gerar uma nova letra a cada três segundos.

Impressiona a capacidade de geração de letras com linhas totalmente retas, já que as ondas se espalham concentricamente na água. A empresa utilizou sua experiência na construção de tanques experimentais para testes de navios - da mesma forma que carros e aviões são testados em túneis de vento, navios são testados em tanques de ondas.

Os pesquisadores anunciaram que vão efetuar melhoramentos no AMOEBA para que ele possa vir a ser utilizado em shows e em parques de diversões.

Autor(es): Inovação Tecnológica

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