Enquanto várias empresas vêm encontrando dificuldades para manter o nível de faturamento, a SEA do Brasil - Systems, Engineering & Automation se mantém distante de crise. Atuando no mercado de automação, máquinas especiais e desenvolvimento de dispositivos, entre outros, tem mantido crescimento contínuo ao longo dos últimos anos, de 15 a 20% em média.

"Temos tido um volume de trabalho muito grande", informa Osvaldo Muniz, gestor da empresa, acrescentando que o desempenho positivo deve a vários fatores. Três deles se destacam: qualidade, atendimento e poder de reação aos prazos. "Procuramos atender o cliente de forma que não fique em apenas uma venda. Buscamos fidelizar o cliente".

Muniz acrescenta outro fator: "fazemos todo o trabalho em casa". Instalada num prédio de 3600 m², em São Bernardo do Campo (SP), a SEA possui a estrutura necessária para realizar todo o trabalho internamente, do desenvolvimento do projeto, aos tryouts, incluindo, é claro, a fabricação.

Com essa estratégia, tem conseguido manter entre seus clientes as principais montadoras e fabricantes de autopeças do País. A SEA tem vários trabalhos na DaimlerChrysler, Dana, Magal, Fiat, Honda, Valeo, Proema, AAM - inclusive já exportou pallets para centros de usinagem para a filial mexicana dessa empresa.

"Em geral, são os clientes que nos procuram", informa Muniz, lembrando que na maioria das vezes a SEA é procurada quando o cliente está para lançar um novo produto, ou quando tem alguma deficiência ou gargalo. "Procuramos desenvolver a melhor solução, que além disso ofereça repetibilidade, segurança, produtividade, seja em máquinas especiais, dispositivos de controle, de usinagem, de montagem, linhas de montagem etc.", explica. "O cliente pode também acompanhar todo o desenvolvimento do seu projeto pela internet".

O forte da empresa está na engenharia. Dos seus 110 funcionários, que se revezam em dois turnos, 15 estão na engenharia, 10 na parte de software, 5 em projetos elétricos, além de 10 montadores elétricos e 20 montadores mecânicos.

SUPFINA - Desde 2004, mantém parceria com a Supfina - fabricante alemã de máquinas de superacabamento - para produzir as máquinas de superfinish no Brasil. Apenas 10% dos componentes são importados. "O contato foi feito através da filial brasileira. Representantes da Alemanha estiveram aqui, conheceram nossas instalações e nossa capacidade e aprovaram a parceria", explica Muniz, acrescentando que recentemente exportou uma das máquinas para uma grande fabricante de autopeças produzir eixos-comando. "Nossa meta é fabricar 10 a 15 máquinas de superfinish até o final de 2007".

Autor(es): Usinagem Brasil

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