Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo terão de aguardar um pouco mais pela definição da Toyota sobre o local de instalação da nova unidade industrial. Em recente visita ao Japão, o vice-presidente para o Mercosul, Luiz Carlos Andrade Jr., foi informado da decisão de globalizar o novo veículo que seria produzido no Brasil. A plataforma de produção, portanto, terá de ser igual a dos produtos que serão vendidos na Rússia, Índia e China.

"Quando envolvia apenas o Brasil, a decisão era mais fácil, mas agora ficou mais complexa", disse Andrade Jr. ao jornal Valor Econômico. Agora, a nova linha terá de ter mais flexibilidade do que o planejado anteriormente, "mas quanto antes a decisão for tomada, melhor será".

Aguardado há mais de um ano, o anúncio ainda pode levar até mais dois anos. O investimento na nova unidade é estimado entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. Embora o novo modelo ainda não esteja definido, Andrade Jr. frisa que "hoje, competimos em apenas 10% do mercado brasileiro (com automóveis sedan, picapes e station-wagons). Com um carro compacto, a empresa ingressará num segmento que representa 70% do consumo nacional", destaca.

Conforme o executivo, o novo carro permitirá o "grande salto" de participação da Toyota no mercado brasileiro de automóveis, dos atuais 4% para os esperados 10% até 2010. O executivo reconhece que a meta é "difícil", mas mesmo assim acredita que a fatia poderá ser até maior. Isto se a operação brasileira conseguir desenvolver um produto capaz de garantir suporte para o objetivo da empresa de conquistar 15% do mercado mundial na próxima década, o que a levaria a superar a General Motors na liderança global do setor.

Autor(es): Valor Econômico

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