Nos próximos três anos a francesa Air Liquide investirá R$ 320 milhões na construção de duas novas unidades de produção de gases do ar e na atualização tecnológica de uma unidade em São Paulo.

A companhia também vai abrir três novas filiais de compressão de cilindros e investir na distribuição de seus produtos, com a aquisição de tanques e caminhões para transporte dos gases.

Os investimentos serão realizados durante os próximos três anos. Em 2007, os desembolsos totalizarão cerca de R$ 100 milhões, principalmente na compra de equipamentos para as novas unidades. Cerca de 40% do maquinário para as novas fábricas serão encomendados no Brasil. A localização das duas novas fábricas não foi revelada pela Air Liquide, pois a empresa negocia a obtenção de incentivos fiscais nas cidades onde serão instaladas.

Mas Walter Pilão, diretor comercial da Air Liquide, informou que as unidades serão instaladas dentro de complexos industriais de seus clientes. “As unidades também serão responsáveis pelo abastecimento de outros clientes vizinhos aos complexos” , afirmou o executivo.

As novas fábricas vão abastecer mercados num raio de até 500 km de distância. Um dos grandes mercados desses produtos é o setor siderúrgico.

As obras da primeira fábrica devem começar no início do ano que vem e ficarão pontas até 2009. A segunda unidade deverá ser concluída até 2010.

Os investimentos serão realizados exclusivamente com recursos próprios. “Temos geração de caixa forte o suficiente para bancarmos nossa expansão” . Já a atualização da fábrica paulista ainda não tem data para começar. Segundo Pilão, a Air Liquide estuda a melhor época para “potencializar o investimento”.

A Air Liquide acabou de reativar sua unidade em Suzano (SP) que funcionava dentro da unidade da empresa química Clariant. A fábrica - especializada em produção de oxigênio, nitrogênio, argônio e produtos líquidos para o mercado industrial e medicinal - estava fechada desde 2002. Voltou a operar por conta das necessidades da cliente e de outras empresas na região. A reforma das instalações durou 10 meses e exigiu investimentos de US$ 3 milhões, cerca de 15% do que custaria uma fábrica nova com a mesma capacidade produtiva.

A unidade reativada exigiu a contratação de 10 novos funcionários para tocar sua operação. A Air Liquide afirma ser a segunda maior fornecedora de gases industriais e medicinais do Brasil em faturamento. Possui quatro unidades de separação de gases do ar, duas de óxido de carbono e outras duas de separação de hidrogênio.

No ano passado a empresa teve receita no país de R$ 620 milhões, um crescimento de 8% em comparação com o ano passado. Aproximadamente 75% da receita é proveniente do segmento de gases industriais - indústria química e petroquímica, bebidas, siderúrgicas, entre outros. No ano que vem a Air Liquide pretende retomar o ritmo de crescimento observado nos últimos cinco anos, quando ampliava suas receitas em “mais de 10%”.

No mundo, a Air Liquide tem faturamento de 10 bilhões de euros, sendo 80% obtido fora da França.

A empresa atua em 70 países.

Autor(es): Valor Online

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