Entre as maiores valorizações da Bolsa de Valores de São Paulo este ano, o setor de veículos e peças se destaca com uma alta de 128%, segundo estudo feito pela Economática para a agência Estado. A avaliação leva em conta a média das variações dos preços das ações de cada segmento, ponderada pela liquidez, até o dia 22 de dezembro.

Assim, para efeitos de comparação, o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, acumulada ganho de 29,6% no mesmo intervalo comparativo.

De acordo com o estudo, em 2006 houve retorno das vendas no mercado interno, o que representou o início de um novo ciclo para o setor automotivo no Brasil. Enquanto, nos anos anteriores o crescimento havia sido sustentado principalmente pelo aumento das exportações. Para a Economática, a mudança é reflexo do câmbio desfavorável, que reduziu a competitividade das vendas externas. Além disso, houve redução das taxas de juros no mercado doméstico, o que leva automaticamente a prestações mais baixas com prazos mais longos para os financiamentos.

A previsão do economista Raul Velloso é de que essa indústria continue crescendo acima da média do país e a queda no juro impulsione ainda mais a compra de veículos por financiamento. A expansão deverá puxar o segmento de autopeças em 2007, sendo que o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças) projeta aumento de 3,9% no faturamento do setor em 2007, para US$ 29,5 milhões. Hoje as vendas diretas às montadoras representam 61% da receita do segmento.

Mas outros fatores, como o aumento do índice de nacionalização de peças nos automóveis, além do crescimento do mercado de reposição (responsável por 11% da receita) também deverão contribuir para a expansão do setor.

Autor(es): Monitor Mercantil

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