Duas indústrias de biodiesel se instalarão este ano no município de Cuiabá. A chegada da Cooperbio e do Grupo Serra a Capital do Estado, de acordo com o secretário municipal de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo , João Vieira, pode representar a transformação do município num grande centro de produção de biodiesel, cuja matéria-prima será soja, caroço de algodão e pinhão manso.

As duas indústrias serão instaladas no Distrito Industrial de Cuiabá e devem gerar até 50 empregos, além de ocupar pelo menos 400 famílias que serão fomentadas pela Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo a produzir pinhão manso no Cinturão Verde do Pedra 90, na região de Fromosa e do Aguaçú (Guia). Para que isso seja possível, a Diretoria de Agricultura já está se conveniando à Empaer e Embrapa, em busca do melhor clone da planta a ser produzida em solo cuiabano.

João Vieira informa que serão necessários apenas 4 mil hectares de terra para produzir pinhão suficiente para ocupar 20% da capacidade esmagadora dessas indústrias. “Vamos provocar uma revolução no campo, gerando renda à população rural e fazendo com que possamos, através do Crédito Fundiário e parceria com o Banco do Brasil, levar famílias da periferia de Cuiabá para o campo e que tenham interesse em participar do projeto”, analisa o secretário.

Perfil

A Cooperbio, que é uma cooperativa dos associados da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa) vai ter capacidade para produzir 110 milhões de litros/ano, ou 350 mil litros/dia útil, o que significa que ela será a segunda maior indústria de biodiesel de Mato Grosso (a primeira é a ADM, em Rondonópolis, com capacidade para produzir 150 milhões litros/ano). A outra indústria pertence ao Grupo Guerra, do Paraná, que tem o mesmo perfil de esmagação da Cooperbio, porém, com capacidade para produzir 20 mil litros/dia.

“Essas indústrias iniciam um processo de mudança do perfil econômico de Cuiabá e irão brevemente à Câmara Municipal apresentar a proposta de criação de uma nova lei de incentivo dos tributos municipais e que pode resultar em até 100% de isenção, no caso do biodiesel”, frisa o secretário, lembrando que a instalação dessas indústrias em Cuiabá só está sendo possível graças a parceria com a Secretaria de Indústria, Comércio, Mineração e Energia de Mato Grosso, na figura do secretário Alexandre Furlan. Vieira ainda aposta na concretização do Poliduto, projeto do Governo Federal que poderá representar um grande incentivo à transformação de Cuiabá no principal centro de produção de biodiesel do país.

Autor(es): Jornal Documento / Assessoria de Imprensa

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