A Indústrias Romi, de Santa Bárbara D´Oeste (SP), fechou 2006 com resultados bastante positivos. O balanço divulgado na semana passada demonstra crescimento de 7,5% na receita líquida, atingindo o recorde de R$ 549 milhões. O lucro líquido, de R$ 83 milhões, também foi o melhor dos mais de 75 anos da empresa, com crescimento de 8,6% sobre 2005.

As vendas de máquinas-ferramenta - que representa 67% do faturamento da companhia - cresceram 10,1%, com a comercialização de 1.941 unidades. Segundo a Romi, esse crescimento é resultado do aumento dos investimentos das empresas privadas no aumento da capacidade de produção e na melhoria da produtividade.

Já as vendas de injetoras de plástico registraram incremento ainda maior, de 12,8%, sendo que o número de unidades comercializadas deu salto de 46%. Nessa área, a empresa destaca três fatores marcantes de 2006: o lançamento de uma linha de máquinas mais despojada e de menor tamanho, onde praticamente não atuava, a Linha Prática, de menor custo, voltada a mercados de menor necessidade de conteúdo tecnológico; a entrada agressiva da concorrência chinesa com produtos de baixo preço, mesmo dificultando esforços de venda, não conseguiu impedir companhia de ganhar fatia de mercado; uma política agressiva de preços, na Linha Prática, para aumentar o market share.

Esses resultados foram obtidos apesar do real valorizado. De acordo com o balanço: "A moeda apreciada afeta diversamente os negócios, podendo prejudicar a competitividade das exportações, mas facilita o ingresso de produtos importados. Por outro lado, permite a redução de custos nas importações de componentes".

"Atenta a esse quadro - continua a análise do balanço - a Romi adotou estratégia de negócios para se adaptar a este ambiente. Investiu na modernização de suas unidades, lançou novos produtos, ampliou seus mercados de atuação e implementou medidas para aumentar sua eficiência operacional e reduzir seus custos. Prova disso foi a obtenção de receita e lucro recordes em seus 76 anos de existência".

MERCADO INTERNO E EXPORTAÇÕES - A receita líquida no mercado interno atingiu R$ 484 milhões em 2006, contra R$ 435 milhões de 2005. As exportações em 2006 alcançaram US$ 28,1 milhões, com redução de 8,5% em relação aos US$ 30,7 milhões exportados em 2005. Em termos de participação na receita operacional líquida, as exportações representaram 11% da receita operacional líquida, contra os 15% alcançados em 2005.

A unidade de negócios de Máquinas-Ferramenta foi responsável por 61,9% das exportações, sendo que o restante foi obtido com vendas da unidade de negócios de Fundidos e Usinados. Os EUA responderam por 50,5% das exportações, seguidos da Europa com 24,9% e a América do Sul com 17,5%.

A receita líquida do segmento de Fundidos e Usinados evoluiu 6,8% em 2006, enquanto que o volume vendido cresceu 8,3%. Na avaliação da empresa, esta unidade apresentou bom crescimento em 2006, com ênfase na venda de fundidos de maior valor agregado (fundidos e usinados). O crescimento foi possível em função da capacidade instalada, já que os investimentos feitos nesta unidade de negócios desde 2005, para ampliação da capacidade produtiva em mais 65%, só começaram a ser ocupados ao final de 2006.

Autor(es): Usinagem Brasil

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