O empresário Eike Batista, presidente do grupo EBX, esteve reunido ontem em Fortaleza com o governador Cid Gomes, o secretário de Desenvolvimento Econômico Ivan Bezerra e uma equipe de técnicos do governo para negociar a instalação de uma termelétrica movida a carvão mineral no Complexo Portuário do Pecém. O valor do investimento não foi divulgado. O empresário ainda precisa apresentar ao Governo do Estado um projeto detalhado da usina.

Segundo informações obtidas pelo O POVO, a reunião de ontem foi para pedir ao governo permissão para a instalação no Pecém e a inclusão da energia gerada na unidade na base energética do Estado. “O carvão mineral para a termelétrica viria de outros países, por isso precisa ser perto do porto”, afirma uma fonte. A proximidade com o porto iria diminuir os custos.

De acordo com a mesma fonte, a escolha por carvão mineral como combustível é devido ao baixo custo, mesmo quando importado. “O carvão custa 30% ou 40% do preço do gás. Para gerar a mesma quantidade de energia, é preciso 60% ou 70% menos de carvão do que utilizaria de gás natural”, explica. Durante a reunião de ontem, o investidor teria garantido que o carvão mineral utilizado nas termelétricas teria um teor de enxofre muito baixo. “Quase não polui. Há unidades de termelétrica a carvão em várias partes do mundo. Um exemplo é a China, que possui unidades de termelétricas a carvão” afirmou a fonte.

Segundo informações passadas ao O POVO, o Estado não iria dar nenhum tipo de incentivo. “Ficou acertado que ele (Eike Batista) entraria com toda a despesa que tiver por conta dele. 100% dos custos, inclusive com terreno, seriam dele”, disse.

A construção da termelétrica seria feita pela MPX, pertencente ao grupo EBX, que já construiu uma termelétrica no Pecém movida a gás. A unidade chamada TermoCeará, que ficou conhecida por Termoluma em referência à ex-esposa de Eike Batista, a atriz Luma de Oliveira, foi inaugurada em 2002, mas deixou de operar por falta de combustível. Em 2005, a Petrobras anunciou a compra da unidade por US$ 137 milhões para pôr fim a ações judiciais. Desde 2001, parte das ações da MPX pertence ao grupo americano MDU - Montana Dakota Utilities.

O Grupo EBX é uma conglomerado de empresas brasileiro que opera no segmento de recursos naturais, com destaque para mineração, metálicos, energia, florestas, água e saneamento. Fundado em 1983, o grupo tem foco na América Latina. Além da atuação no Brasil, mantém investimentos no Uruguai, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela e Equador. (MT)

Autor(es): O Povo

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