A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) está se unindo à Aluminum Corp of China (Chalco) num projeto para implantar uma fábrica de alumina em Barcarena, no Pará, próxima à Alunorte, e que poderá 'ressuscitar' a abertura de uma nova mina de bauxita, paralisada devido à importação do produto da Guiana. Roger Agnelli, presidente da Vale, afirma que, caso o projeto realmente saia do papel, os investimentos na planta e na mina, serão superiores a US$ 1 bilhão e colocariam a empresa próxima das três maiores produtoras mundiais de alumina. Hoje, está entre as cinco maiores.

O projeto 'nos permite sonhar grande em termos de produção de alumínio', diz Agnelli. 'Para isso ficaria faltando apenas o acesso à energia a um custo competitivo.' A bauxita é usada na fabricação da alumina, componente do alumínio. 'A idéia é acelerar o processo para que a fábrica comece a operar no início de 2007. ' A usina começará com produção de 1,8 milhão de toneladas de alumina ao ano – a nacional é de 8 milhões de toneladas anuais. Uma empresa deverá ser criada, a Alumínio Brasil China (ABC), com a Vale tendo 51% dela. A Chacol se comprometerá a comprar ao menos 50% da produção.

Xie Qihua, a presidente da Baosteel, maior cliente da CVRD na China assina hoje acordo confirmando a intenção de montar uma usina siderúrgica no Maranhão, com capacidade de produção de 4,1 milhões de toneladas de placas ao ano. O investimento ficaria entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões. Neste projeto, a Baosteel é a empresa majoritária, a Vale, minoritária; e também pode entrar a Arcelor. na sociedade.

Agnelli afirmou que a Vale 'está avançando rapido em estudos de projetos' na área de níquel. O primeiro será perto de Carajás e sua produção pode chegar a 45 mil toneladas ao ano e vai exigir investimentos de perto de US$ 1 bilhão. A reserva é da Vale e a intenção da empresa é investir sozinha.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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