Máquinas: a alemã Emag faz sua estréia na FeimafeSegundo maior fabricante de máquinas e equipamentos da Europa, a Emag não participava do mercado brasileiro até recentemente. Isto até realizar uma parceria com a Indústrias Romi - que produz sob licença o torno vertical da Emag - e descobrir o Brasil. "Junto com a Romi, em três anos, vendemos cerca de 150 máquinas aqui", conta Volker Clauss, diretor da filial brasileira. "Vimos que o Brasil tinha potencial também para nossas retificadoras especiais, centros de usinagem e geradoras de dentes e engrenagens".

Clauss explica que a empresa tem encontrado espaço para seus produtos em nichos de maior complexidade, nos quais o País não conta com fabricantes de produtos similares, caso das retificadoras especiais para virabrequins, com dois cabeçotes e dois rebolos.

A empresa também vê grande potencial na linha de centros de usinagem de dois e quatro fusos. Tanto que um modelo dessa linha, o BA 400-2, foi o escolhido para ser o destaque da empresa na Feimafe. Por contar com dois fusos e dupla mesa o BA-400-2 pode trabalhar duas peças ao mesmo tempo em que duas outras estão sendo preparadas. "Apesar de oferecer o dobro da produtividade do que as máquinas monofuso, esse modelo ainda ocupa menos espaço", diz Clauss.

Um dos diferenciais da máquina está na posição vertical dos fusos em conjunto com o conceito das mesas com eixo rotativo horizontal, permitindo uma excelente evacuação dos cavacosl. As mesas podem ser giradas por 360°. "A mesa também aceita um quinto eixo, permitindo a usinagem de algumas peças com uma só fixação".

Os cursos dos eixos X e Z são de 400 mm e de 450 mm no eixo Y. O posicionamento é realizado por regras óticas em todos os eixos. Segundo Clauss, a máquina é ideal para peças de pequeno e médios portes para a produção em altos volumes. O diretor considera que, além do setor automotivo, a máquina encontra aplicações na produção de peças hidráulicas e pneumáticas (peças cúbicas com furo ou rosca) e na produção de válvulas.

HISTÓRIA- A Ewag nasceu há 135 anos, a partir de uma fundição que fabricava peças para máquinas de papel. Após a 2a. Segunda Guerra, a sede ficou do lado oriental da Alemanha e foi absorvida pelo governo comunista. Porém, antigos funcionários conseguiram migrar para o lado ocidental com os projetos das máquinas e refundaram a empresa em 1952.

Nos últimos 10 anos, segundo Clauss, a empresa realizou várias aquisições e parcerias e se tornou um grupo. Assim, além dos tornos CNC, passou a produzir centros de usinagem, após a aquisição da SW; retificadoras, com as tecnologias da Naxos, Kopp e Reinecker; geradoras de dentes (Koepfer). O grupo conta ainda conta a Emag Laser Tec. "Hoje, podemos oferecer aos clientes tanto uma única máquina, como uma linha completa para a produção de discos de freio, engrenagens, entre outros produtos".

Autor(es): Usinagem Brasil

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