O grupo Arcelor Mittal vai acirrar a competição com Usiminas e Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) nos mercados automotivo, de linha branca e construção civil no segmento de aços planos. A direção da maior siderúrgica mundial acabou de aprovar o projeto de investimento da subsidiária Arcelor Brasil nas usinas da CST, em Serra (ES) e da Vega do Sul, em São Francisco do Sul (SC).

O pacote soma entre US$ 200 milhões e US$ 220 milhões para ampliar a produção de aço laminado a quente da CST e duplicar a linha de aço galvanizado da Vega do Sul. "A expansão da linha de tiras a quente da CST já está selada e estará pronta no fim de 2008 ou no começo de 2009", disse José Armando de Figueiredo Campos, presidente da Arcelor Brasil e executivo responsável por aços planos do grupo na América do Sul.

Atualmente, a CST faz 2,7 milhões de toneladas de chapas laminadas a quente em seu equipamento, inaugurado no fim de 2002 e que foi desenhado para 2 milhões. De lá para cá, obteve ganhos de produtividade. Com investimento de US$ 80 milhões, vai passar a 4 milhões de toneladas.

O laminado a quente é aplicado nas indústrias de autopeças, naval e tubos entre outros usuários e transformado em laminados a frio e galvanizados na subsidiária Vega do Sul.

A matéria-prima (placas de aço) não será problema. A CST está ampliando sua capacidade de produção de 5 milhões para 7,5 milhões de toneladas por ano. A nova unidade de produção, com investimento superior a US$ 1 bilhão, entrará em operação comercial neste trimestre.

Da nova produção de laminados a quente, parte será destinada ao mercado e parte para a ampliação da Vega do Sul, que já opera no ritmo de quase 1 milhão de toneladas. Quase metade desse volume em aço galvanizado, principalmente para o setor automotivo, e outro tanto de laminados a frio. "A duplicação da linha de galvanizado da Vega do Sul vai focar os mercados de linha branca e da construção civil", disse Campos. O início de operação da nova linha deverá ocorrer em meados de 2009.

Segundo o executivo, os dois projetos foram antecipados, pois estavam previstos para 2009 e 2010. "Estamos em linha com nossa estratégia", afirmou Campos. Ele observou que os investimentos do grupo Arcelor Mittal no mundo estarão atrelados a crescimento de mercado, competitividade e facilidade de acesso à matéria-prima.

Para Campos, a proposta de fechamento de capital da Arcelor Brasil, dentro do processo de oferta de compra de ações dos minoritários da companhia, não irá influir nas suas decisões de investimentos no país. "O capital vai aonde houver mercado e condições de competitividade para os projetos".

Em 2006, a Arcelor Brasil produziu 10,1 milhões de toneladas de aços planos e longos (Brasil e Argentina) e faturou R$ 14 milhões. No país, foi o segundo maior produtor, atrás de Usiminas.

Autor(es): Instituto Brasileiro de Siderurgia

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