O Ibama autuou a Companhia Vale do Rio Doce - uma das gigantes da mineração mundial, cujo presidente, Roger Agnelli, acompanhou o presidente Lula na viagem à China - em multa de R$ 2 milhões, 'por estar causando danos ambientais no entorno da Floresta Nacional de Carajás, por meio do lançamento de efluentes provenientes do beneficiamento de cobre na mina do Sossego' e 'por não ter atendido às condicionantes impostas na autorização de desmatamento'. A mina fica em Canaã dos Carajás, sudeste do Pará.

O auto de infração n.º 414490, obtido pela reportagem, foi lavrado na quarta-feira, na sede da Vale, no Projeto Carajás, em Parauapebas. Assina-o, pelo Ibama, o técnico ambiental Robson Pinto Pacheco. Pela CVRD, o gerente de Processo do Projeto Cobre Marco Antônio Nankran Rosa. A empresa tem até 20 dias para recorrer.

O Ibama fiscalizou a mina do Sossego, de avião, em 23 e 30 de abril. O relatório afirma que 'foi constatado lançamento de rejeitos na parte sul da floresta'. Com o uso de GPS, os analistas identificaram os pontos de vazamento 'de grande quantidade de rejeito diretamente no solo, sem qualquer impermeabilização ou tratamento prévio do resíduo'.

A Vale foi notificada. Nova vistoria foi feita na quarta-feira. Segundo o novo relatório, a empresa interrompeu o lançamento de rejeito 'momentos antes da fiscalização'. Mesmo assim, constatou-se que não houve preparo prévio da área receptora do rejeito, como determinava a autorização para desmatamento. Procurada neste sábado, a direção da companhia mineradora não foi encontrada.

Autor(es): Estado de Minas

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