No ano passado, a valorização do real em relação ao dólar e ao euro impediu que a Tupy Fundições mantivesse o ritmo de faturamento crescente que registrava desde 2001. A receita operacional líquida foi de R$ 1,610 bilhão, 3,8% menor que em 2005. Mas o balanço recém-divulgado traz vários números positivos, como o aumento da participação da exportação no faturamento e o aumento da fabricação de produtos de maior valor agregado, como blocos e cabeçotes de motor.

Na opinião do presidente da empresa, Luiz Tarquínio, o impacto da apreciação do real poderia ter sido muito maior se a Tupy "não estivesse trabalhando, há alguns anos, na melhoria da produtividade e na busca de melhor rendimento para matérias-primas e materiais de processo, cujos preços continuam em patamares elevados".

No total, foram comercializadas de 464,4 mil toneladas em 2006, contra 467,6 mil toneladas no ano anterior. A produção de blocos e cabeçotes de motor cresceu 39,8%. Segundo a Tupy, esse resultado se deve especialmente à planta de Mauá (SP), que teve sua capacidade de produção duplicada em 2004/2005, e está concentrada em componentes de powertrain, de maior valor agregado. As exportações corresponderam a 58% do total das vendas, 3% acima do registrado no ano anterior.

Os EUA seguem como principal destino dos produtos da Tupy, apesar do crescimento das vendas para o mercado europeu. Já as vendas de componentes automotivos no mercado interno se mantiveram em alta, enquanto os incorporados a itens de exportação e fundidos usados em outras cadeias, como o setor ferroviário, apresentaram declínio.

Autor(es): Usinagem Brasil

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