O empresário Eike Baptista informou que espera retomar, em até seis meses, o projeto de produção de ferro-gusa na cidade boliviana de Puerto Quijarro. A siderúrgica foi retirada do país vizinho e montada em Corumbá após a MMX ser “expulsa” pelo presidente Evo Morales, no início de 2006. “Nossos problemas com a Bolívia estão superados”, afirmou o empresário.

“Estamos conversando com o governo boliviano e esperamos, em até seis meses, retomar o projeto siderúrgico de Puerto Quijarro”, garantiu Baptista. A usina boliviana deverá, segundo ele, ter os mesmos moldes da planta inaugurada nesta sexta-feira (21 de setembro) no distrito de Maria Coelho, a 40 km de Corumbá.

A MMX investiu R$ 202,4 milhões no projeto, que prevê a produção de 400 mil toneladas de ferro-gusa por ano. Espera-se a criação de 246 empregos diretos e outros 1.260 indiretos. A industrialização do minério no Estado permitirá a agregação de valor, aumentando o preço do material e permitindo a cobrança de impostos como o ICMS – que não é cobrado no produto in natura.

“Há mais de três anos avaliamos nossos projetos em Corumbá, que tiveram início com as obras binacionais das termelétricas”, lembrou o empresário, em referência a um projeto iniciado e depois abandonado por fatores de logística e financeiros. Baptista também fez referência à qualidade do produto, “um dos melhores do mundo por sua qualidade.

Além da siderúrgica, a MMX anunciou o plantio de 7.563 mudas de eucalipto diariamente, cuja madeira será convertida em carvão vegetal e utilizada nos fornos. A empresa mantém ainda, conforme o empresário, uma RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) na Serra do Amolar, batizada de Eliezer Baptista – pai de Eike Baptista.

Autor(es): Humberto Marques/Campo Grande News

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