Recém-adquirida pelo grupo Siemens, a UGS - que passou a se chamar Siemens PLM Software - vive um período de forte incremento das vendas no Brasil. A filial brasileira obteve resultados expressivos em todos os trimestres de 2007: 50,5%, no primeiro; 20%, no segundo; e 124,9%, no terceiro - em comparação com o mesmo período do ano anterior. "Esperamos crescer 150% no quarto trimestre", afirma Orlando Michel, vice-presidente para a América do Sul.

Na média, o faturamento em 2007 deve chegar a 80%, índice também esperado para 2008. "O mercado de CAE/CAD/CAM está aquecido e deve continuar crescendo", avalia Michel. Em sua opinião, a indústria brasileira - "em todas as suas verticais industriais" - está investindo para ser competitiva. "O industrial brasileiro sabe hoje que, sem tecnologia, não há crescimento", acredita.

Quanto ao expressivo desempenho da Siemens PLM Software, Michel considera que se deve ao fato de a empresa contar atualmente com "um portfólio muito rico de produtos, muito diversificado". Segundo Michel, a UGS contava com um grande software de CAD/CAM e, para ampliar sua linha de produtos, adquiriu várias empresas e, hoje, conta com softwares para inúmeras aplicações industriais. Como exemplo, cita o Team Center, "que é um software de gerenciamento de vida do produto expandido, que abrange a engenharia de produto, o chão-de-fábrica, a área de vendas etc."

SIEMENS - De acordo com o vice-presidente, a aquisição pelo grupo Siemens em nada alterou a forma de atuação ou a estrutura da UGS. "É preciso lembrar que a UGS já era uma das três maiores empresas mundiais em seu segmento", observa. Além disso, acrescenta que o grupo Siemens também não contava com uma empresa da área de CAE/CAD/CAM.

Dentro do grupo, a agora Siemens PLM Software foi integrada à área de Negócios Automação e Drives. Embora tinha sido mantido como empresa independente, diz ver muitas possibilidades de ampliação dos negócios com essa proximidade. "Temos procurado trabalhar em sinergia", diz, acrescentando que as empresas têm se reunido para trocar informações de mercado e, inclusive, já realizaram ações conjuntas no Chile e na Argentina. "As duas partes estão animadas com as possibilidades de um bom trabalho conjunto", conclui.

Autor(es): Usinagem Brasil

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