O estímulo ao aumento de produção da cadeia de suprimentos é uma das principais estratégias das empresas Randon para melhorar o atendimento à demanda crescente de reboques e semi-reboques.

De acordo com Astor Milton Schmidt, diretor de relações com investidores do grupo, o resultado disso foi um crescimento de um ritmo diário de fabricação de 65 unidades diárias em 2006 para 85 em 2007, volume que deve concluir o ano com 20 mil unidades. "Estamos dando atenção redobrada à cadeia de suprimentos, da qual depende nossa expansão de capacidade. Apesar de haver pontos de estrangulamento, nenhum aperto prejudicou nosso market-share ou o desempenho perante nossos clientes", afirma.

A receita bruta das empresas chegou a R$ 2,65 bilhões no acumulado de janeiro a setembro, representando um crescimento de 21,8%. O destaque fica para a vendas de itens como reboques e semi-reboques, que apresentaram variação positiva de 36,1% nos nove primeiros meses de 2007, acumulando 15,1 mil unidades vendidas, e veículos especiais, item de maior crescimento, com 52% em relação aos três primeiros semestres de 2006, fechando o mesmo período deste ano com 310 unidades vendidas. São estes, aliás, itens que tem representado, segundo Schmidt, uma lista de encomendas que estão com espera média de 2,5 a 4 meses. O diretor ressalta, no entanto que a espera não atinge a parte de autopeças, que trabalha com a entrega just-in-time, programadas com antecedência junto às montadoras.

Derretimento do dólar

Para as exportações, a estimativa da Randon é de fechar 2007 com US$ 220 milhões em vendas para o mercado externo. Desse montante, o setor de implementos é o que conta com maior destaque de desempenho neste terceiro trimestre, com US$ 32,5 milhões vendidos e acumulando US$ 71,9 milhões de janeiro a setembro.

Schimidt aponta que as maiores oportunidades de vendas externas no setor de autopeças seguem junto à indústria montadora européia e norte-americana. Em implementos, os países emergentes detém o maior filão de vendas da Randon, que deve, na opinião do diretor, contribuir futuramente para o crescimento das receitas consolidadas no setor. "Precisamos perceber que há um processo de "derretimento do dólar" que vem pressionando, em várias regiões do mundo, as margens de importação de insumos e redução de custos. Isso pode acarretar em um processo de ajuste de preços onde as moedas locais estão se valorizando", analisa.

Autor(es): DCI

facebook      twitter      google+

Empresas
 Veja todas as noticias e artigos relacionados a Empresas