A siderúrgica Acesita, pertencente ao grupo Arcelor Mittal, apresentou lucro líquido de R$ 645,6 milhões no acumulado dos nove primeiros meses do ano, resultado 64,4% superior ao apurado em igual período do ano passado. No terceiro trimestre a empresa apurou lucro líquido de R$ 172,5 milhões, com expansão de 12% frente ao obtido de julho a setembro de 2006.

O resultado trimestral, contudo, mostrou quebra de ritmo em relação ao trimestre imediatamente anterior houve redução de 30,58%. "A reversão das condições dos principais mercados de inox, amplificada pela queda do preço do níquel, ambas iniciadas no segundo trimestre, contribuíram para que o resultado do terceiro trimestre da Acesita", disse a empresa em nota, nesta quarta-feira.

No segundo trimestre, a siderúrgica apresentou lucro de R$ 248,5 milhões. A Acesita,, única produtora integrada de aços inoxidáveis e siliciosos da América Latina, apesar de pertencer à Arcelor Mittal, não faz parte do conglomerado Arcelor Mittal Brasil, que reúne Belgo-mineira, CST e Vega do Sul.

A receita operacional líquida da empresa situou-se em R$ 3,101 bilhão entre janeiro e setembro, com alta de 28,8% quando comparada a igual período de 2006. No trimestre, o indicador alcançou R$ 874,4 milhões, com recuo de 4,99% em comparação com o terceiro trimestre de 2006.

Ebitda 4,2% maior

De janeiro a dezembro de 2007, o Ebitda atingiu R$ 911,4 milhões, superando em 4,2% o desempenho dos doze meses de 2006. No trimestre, o Ebitda atingiu R$ 257,3 milhões, praticamente estável em relação aos R$ 251,4 milhões obtidos entre julho e setmebro de 2006. No mercado externo de aços inoxidáveis, as condições insatisfatórias de oferta e demanda continuaram a pressionar os preços-base.

O declínio dos preços e os menores volumes de produção decorrentes do período de férias no hemisfério norte e da continuidade do movimento de desestocagem pelos distribuidores corroboraram negativamente para o resultado da Acesita. A valorização cambial do real contribuiu para reduzir a competitividade das exportações. A empresa afirmou que o mercado de inox no Brasil começou a dar sinais de reversão do ciclo de alta dos preços, acrescentando que a demanda aparente pelos aços inoxidáveis continuou satisfatória, já que a economia nacional prosseguiu aquecida.

"Contudo, mesmo com essas circunstâncias satisfatórias, vale ressaltar que o segmento de distribuição poderá acentuar os ajustes em suas posições de estoque de aços austeníticos devido à incerteza com relação ao preço do níquel. Já no terceiro trimestre deste ano, os ajustes provocaram queda, em relação ao trimestre anterior, de 15,9 mil toneladas nas vendas desses aços", justificou a empresa.

As vendas nos nove primeiros meses do ano situou-se em 545,9 milhões de toneladas, apresentando queda de 4,6% no comparativo com o acumulado entre janeiro e setmebro de 2006. A queda foi maior no terceiro trimestre, com vendas de 175,3 toneladas, queda de 10% em relação a 2006.

Autor(es): Jornal do Commercio

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