A Siemens define 2008 como seu ano de transição. A empresa, que comemora os resultados financeiros de seu ano fiscal encerrado em 30 de setembro, passará a operar dentro de uma nova estrutura organizacional, focada em três setores: indústria, energia (infra-estrutura) e saúde. "Estamos reestruturando nossas atividades e nos preparando para os próximos 30 anos com novas tendências para continuar liderando os principais mercados mundiais", disse o presidente do Grupo Siemens no Brasil, Adilson Primo, durante coletiva ontem, na sede da empresa em São Paulo.

A Siemens encerrou o ano fiscal de 2006/2007 com R$ 6,9 bilhões em sua carteira de pedidos (números de contratos fechados no período), um aumento de 27% em relação ao ano anterior, quando a empresa obteve R$ 5,4 milhões. No faturamento líquido, houve queda de quase 2%, passando de R$ 5,4 bilhões para os R$ 5,3 bilhões. "Essa queda não foi significativa. Quando entramos num contrato só faturamos daqui há dois anos, daí desse resultado. Nós interpretamos como igual ao ano anterior", explicou Primo. As exportações também recuaram em 11%, passando de R$ 620 milhões para R$ 550 milhões - queda que a empresa atribui à desvalorização do dólar frente ao real. "O câmbio médio em 2006 foi maior que o de 2007, portanto é preciso que o governo tome medidas para mudar esse quadro", disse.

Os investimentos no Brasil somaram R$ 395 milhões e devem ficar este ano na casa dos R$ 200 milhões onde a prioridade será o setor de energia. A mesma proporção não será em nível mundial. A empresa espera para 2008, um faturamento de 40% na área de energia outros 40% em indústria e pouco mais de 15% em medicina.

Este otimismo em relação ao desenvolvimento do País, Primo credita ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e considera o volume de R$ 504 bilhões, destinados ao setor de infra-estrutura, "emblemático". Pelo menos 70% dos investimentos que estão impulsionando a economia brasileira vêm do setor privado. Outro fator que alavancou os resultados foram os contratos fechados com os setores sucro-alcoleiro, papel e celulose, óleo e gás,geração de energia, transporte, mineração e siderúrgico.

Leilão do Madeira

Com expectativas em grandes projetos no setor energético, principalmente com a inauguração em março deste ano da unidade de Jundiaí - fabricante de turbinas para hidrelétricas, térmicas e transformadores - a Siemens aguarda com expectativa o leilão da primeira usina do Complexo Madeira, Santo Antônio (3.150 megawatts) previsto para o próximo dia 10. "Estamos no Madeira como fornecedores junto com o consórcio formado pela Odebrecht. Acreditamos em grandes projetos".

Além do Madeira, a Siemens também está creditando novos investimentos em equipamentos para usinas termoelétricas movidas a carvão, eólicas e nuclear, principalmente com a retomada, até 2010 de Angra 3.

A Siemens Mundial fechou 2006/2007 com € 40 bilhões de faturamento em suas indústrias. Já em energia, foram € 20 bilhões e outros € 10 bilhões em soluções voltadas para a área médica.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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