A Vale está negociando a atração de um "quinto alto-forno" (de siderurgia) para o Brasil, conforme anunciou esta tarde o presidente da mineradora, Roger Agnelli, em entrevista à imprensa ao fazer um balanço das atividades da empresa em 2007. Ele não quis adiantar, porém, onde seria essa nova siderúrgica, mas reiterou que a estratégia da companhia é atrair projetos voltados para a exportação.

Provavelmente será no litoral, próxima a onde a empresa tem instalações portuárias.

"A produção de aço para o mercado interno deve ser de responsabilidade das siderúrgicas locais", argumentou, elogiando a decisão do grupo Gerdau de fazer nova planta de chapa grossa no Brasil. "Está faltando esse tipo de aço no Brasil e os empresários nacionais do setor siderúrgico é que devem liderar os novos investimentos no setor. Nós estamos dispostos a colaborar, mas de forma minoritária", afirmou.

Agnelli disse que a atração de um projeto de grande porte exige muita negociação e o País precisa disputar com outros países. Segundo ele, a Vale já investiu quase uma centena de milhões de dólares só na elaboração de projetos para avaliar a viabilidade econômica. "O investidor pode escolher várias alternativas e temos de mostrar que o Brasil oferece vantagens", disse Agnelli, acrescentando que o Brasil vive um bom momento e pode atrair mais fábricas de aço. "Estamos disputando investimentos com vários outros países do mundo", ressalvou.

O executivo citou que a Vale ajudou a viabilizar a expansão da ArcelorBrasil no Espírito Santo (antiga CST); o projeto da alemã ThyssenKrupp no Estado do Rio; da chinesa Baosteel no Espírito Santo; um outro projeto no Ceará, com a coreana Dong Kuk, além da expansão da Usiminas. Ao todo, a empresa viabilizou investimentos no setor siderúrgico brasileiro no valor de US$ 13,3 bilhões nos próximos três anos, com aumento de 17,2 milhões de toneladas de aço de capacidade instalada.

Autor(es): Agência Estado

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