O aquecimento da economia nacional e o conseqüente aumento da compra de máquinas estão levando fabricantes estrangeiros a analisarem a construção de fábricas no Brasil.

As sondagens sobre o mercado nacional são constantes, mas o chamado custo Brasil e o tamanho do mercado local ainda são considerados entraves à nacionalização dessas empresas.

Caso estas pretensões se efetivem, os fabricantes nacionais precisarão se adaptar a uma nova realidade concorrencial. Entre as empresas que já sondaram a possibilidade de iniciar operações locais estão a taiwanesa Chin Fong, uma das maiores fabricantes de prensas do mundo, e a japonesa Mazak, maior fabricante de máquinas operatrizes do mundo.

"Para se ter uma idéia do tamanho do mercado brasileiro, enquanto a demanda nacional por máquinas-ferramenta com Controle Numérico Computadorizado (CNC) é de aproximadamente 5 mil unidades por ano, uma grande empresa chinesa produz até 75 mil peças anualmente", diz o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Thomas Lee, que recentemente se reuniu com a direção da Mazak. Esse é apontado, pelo executivo, um dos fatores que ainda reduzem a atratividade do mercado nacional.

Os principais pilares de vendas dos importadores de máquinas que atuam no Brasil são os setores automotivo e de aviação (ou seja, a Embraer), o agronegócio e a indústria de base.

Em 2007, a receita dos importadores do setor deverá atingir US$ 2 bilhões, uma expansão de aproximadamente 30% sobre o ano passado. A Abimei tem 70 associadas que respondem por aproximadamente 85% das importações de máquinas-ferramenta do país.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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