O presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, avalia que a indústria da construção civil acabou sendo afetada com as medidas tomadas pelo governo para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

"Como todos os setores, nossas contratações de crédito para obtenção de capital de giro e insumos foram encarecidas com o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Da mesma forma foram atingidos os financiamentos para a aquisição de imóveis comerciais e os seguros", comenta Robusti.

Para o presidente do SindusCon-SP, ainda é cedo para mensurar o impacto das medidas. "Mas desde já ficou claro que dificilmente as construtoras conseguirão diminuir seus custos em função da extinção da CPMF, em razão da elevação do IOF."

Robusti considerou positiva a decisão do governo de manter a isenção de IOF no crédito imobiliário da pessoa física. "Continua em vigor o artigo 9º do Decreto 6.306, de 14 de dezembro de 2007, que isenta do IOF a operação de crédito para fins habitacionais, inclusive a destinada à infra-estrutura e saneamento básico relativos a programas ou projetos que tenham a mesma finalidade."

"Agora nossa atenção volta-se ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Esperamos que o governo federal mantenha seu compromisso de não cortar verbas do programa", diz o presidente do SindusCon-SP.

Autor(es): Assessoria de Imprensa

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