Recorde de produção no setor siderúrgico brasileiro33,8 milhões de toneladas de aço

Automóveis e construção contribuíram para o crescimento de 9,3% em 2007

A produção recorde de automóveis no ano passado e o bom desempenho da construção civil contribuíram para as siderúrgicas brasileiras baterem o recorde de produção de aço em 2007. Foram 33,8 milhões de toneladas, sendo que a melhor marca havia sido registrada em 2004, quando foram produzidas 32 9 milhões de toneladas. Em relação a 2006, o crescimento foi de 9,3%.

A quantidade de aço produzida apenas em dezembro chegou pela primeira vez na casa dos 3 milhões de toneladas, superando o melhor desempenho mensal até então, de 2,9 milhões de toneladas em agosto do ano passado. Na comparação com dezembro de 2006, a expansão foi de 13,8%.

Mercado interno

"O que a gente precisa é de um mercado interno forte. O crescimento de vendas de todos os produtos siderúrgicos usados pela indústria automotiva, que responde por 28% da demanda de aço, foi de cerca de 18% em 2007. Na construção civil, que responde por 30% do consumo, o aumento foi de 16%", afirma o vice-presidente executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo de Mello Lopes.

A produção de laminados também foi recorde no ano passado. Nos laminados planos - também usados como matéria-prima dos carros - o crescimento foi de 9,2%, com 15,7 milhões de toneladas. Só em dezembro, o desempenho cresceu 7,4%, ao alcançar 1,3 milhão de toneladas. As vendas de laminados planos no mercado doméstico foram de 12,2 milhões de toneladas em 2007, respondendo por um aumento de 20%, resultado também influenciado pelo maior fornecimento para tubos de gasodutos, além de máquinas e equipamentos eletrônicos.

A produção de laminados longos, utilizados principalmente na construção civil, cresceu 8,8% em 2007, quando foram produzidas 9,8 milhões de toneladas. Em dezembro, o processamento desse tipo de produto avançou 31,3%, com produção de 839,6 mil toneladas. As vendas de laminados longos registraram expansão de 16,8% no ano passado, ao alcançarem o patamar de 7,6 milhões de toneladas.

O crescimento do consumo de aço e seus produtos de maior valor agregado no mercado interno custou o recuo de todos os índices de vendas das usinas para o mercado externo. Nos laminados planos, a queda foi de 23,6% em 2007, quando foram comercializadas 2,9 milhões de toneladas. As vendas de laminados longos, por sua vez, tiveram redução de 23,8%, ou 1,8 milhão de toneladas.

10% em 2008

Lopes estima que o crescimento da produção de aço, em 2008, seja da ordem de 10%, mesmo índice que espera de aumento nas vendas internas. Nas exportações, ele acredita que poderá haver crescimento de 17%, já que este ano entrarão em operação alguns projetos siderúrgicos voltados para o exterior, como o da Gerdau-Açominas.

Para o executivo do IBS, o setor siderúrgico está mais preocupado com o avanço das exportações de aço da China, o que causaria um "desbalanceamento", do que uma "pseudo recessão" norte-americana. Lopes, no entanto, admite que o IBS poderá refazer suas estimativas caso o cenário da economia americana se agrave.

Autor(es): Monitor Mercantil

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