Sob a liderança da China, a região formada pelos quatro países emergentes conhecida pela sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) foi responsável por quase metade da produção mundial de aço em 2007, que alcançou a marca histórica de 1,343 bilhão de toneladas. Conforme dados divulgados ontem pelo Instituto Internacional de Ferro e Aço (IISI), os BRIC alcançaram 48,3%, ou o correspondente a 648 milhões de toneladas.

Seis anos antes, em 2001, a participação dos quatro países emergentes era de 31% e a China tinha pouco mais da metade - 17,8%. O Brasil participava com 3,1%, Índia com 3,2% e Rússia com 6,9%. Em, 2006, a participação dos BRIC saltou para 45,9%, embalada pela forte expansão chinesa no período de cinco anos. Desse percentual, a China tinha mais de dois terços - 33,7%. A Índia subiu para 4% e Brasil e Rússia caíram, respectivamente para 2,5% e 5,7%.

Embora com um ritmo menor de crescimento, mas sobre uma base bem maior, no ano passado a siderurgia chinesa representou 36,4% da produção de aço no mundo e por três quartos da parcela representada pelos BRIC. Brasil e Índia mantiveram suas participações de 2006 e a de Rússia teve nova queda, para 5,4%.

Conforme o IISI, a siderurgia mundial alcançou desempenho positivo de 7,5% em 2007 sobre o volume de 1,25 bilhão de toneladas obtidas no ano anterior. "Esse número [1,343 bilhão de toneladas] representa o mais elevado nível de aço bruto na história do setor e é o quinto ano consecutivo em que a produção cresceu mais de 7%", destacou o IISI em comunicado divulgado ontem.

A China cresceu 15,7% sobre 2006, extraindo quase meio bilhão de toneladas de aço dos altos-fornos e fornos elétricos de suas usinas. Produziu 489 milhões de toneladas, mais do que o triplo de 2001. O auge do ritmo de crescimento anual ocorreu em 2005 - 26,8%, quando bateu na marca de 355 milhões de toneladas. Por isso, naquele ano já se transformou em exportador líquido de aço, volume que estava previsto superar 60 milhões de toneladas no ano passado.

Sem China, os demais 66 países que compõem o quadro de fabricantes vinculados ao IISI tiveram desempenho de 3,3% sobre a produção de 2006. A Europa respondeu por 364,8 milhões de toneladas (alta de 2,8%), a América do Norte por 132 milhões (aumento de apenas 0,4%, afetada pelos Estados Unidos), a América do Sul por 48,3 milhões de toneladas, com aumento de 6,5%, puxada pelo Brasil (33,8 milhões de toneladas) e o Japão, com 120 milhões de toneladas, expandiu 3,4%.

A Ásia, incluindo o peso chinês, ficou com 754 milhões de toneladas. Isso representou expansão de 11,7% sobre a produção de 2006. O volume da região representou 56% do total mundial. Em 2001, essa participação era de 41,6%.

O Brasil recuperou-se. retomou a nona posição no ranking, perdida para a Itália, com uma dos maiores crescimento de produção no mundo em 2007 - 9,3%.

Autor(es): Assessoria de Imprensa

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