A produção de motores no Brasil dará um salta significativo a partir de 2008. Depois dos anúncios de ampliação feitos pela GM e a Fiat, na semana passada foi a vez da Ford anunciar que investirá R$ 600 milhões em seu Complexo Industrial de Taubaté (SP) para a fabricação de uma nova família de motores de última geração. O investimento resultará, também, na ampliação da capacidade de produção da unidade, que deverá atingir mais de 500 mil unidades/ano.

A nova geração receberá o nome Sigma e ampliará a oferta de motores da montadora no País, somando-se à linha Zetec RoCam - que já teve mais de 1,9 milhão de unidades produzidas ao longo dos últimos 10 anos e continuará equipando os modelos da marca. Os novos propulsores serão destinados principalmente aos veículos fabricados no País.

"Este investimento reafirma o compromisso da Ford com o processo de crescimento da economia brasileira e reforça o acerto de sua estratégia regional para a América Latina. O investimento permitirá melhorias de produtividade e modernidade, trará ao País o estado-da-arte da engenharia global de motores e contribuirá para aumentar nossa competitividade dentro e fora do País", afirmou o presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira.

TAUBATÉ - O Complexo Industrial de Taubaté é responsável pela fabricação anual de cerca de 280 mil motores e 440 mil transmissões, em três turnos de trabalho, além dos componentes de chassis para carros e caminhões e a fundição de cabeçote para o motor. Um de seus diferenciais é o conceito de produção, que se caracteriza pela flexibilidade, permitindo a troca instantânea de modelos nas linhas de usinagem e montagem. A fábrica conta com 1.550 empregados, em uma área total de 819.000 m2 (sendo 100.000 m2 construídos).

Em Taubaté, desde o início de suas operações, já foram produzidos cerca de 4,3 milhões de motores. Por 16 anos, a unidade fabricou o OHC 2.3L, em grande parte destinada à exportação, sendo que mais de 1,5 milhão de unidades tiveram como destino os EUA, para equipar o Ford Mustang. Outra parte, cerca de 175 mil unidades, foram para o Ford Sierra, na Argentina, e o restante ficou no Brasil, para equipar o Maverick e a picape F-75.

De 1987 a 1995, a fábrica foi responsável pela fundição e pelo fornecimento de chassis para todas as unidades de produção na América do Sul. Em 1995, o Complexo iniciou a produção das transmissões iB5 e dos motores HCS, para equipar o Ford Fiesta e o Escort, montados em São Bernardo do Campo. Em 1999, foram instaladas as linhas de usinagem de componentes para montagem dos atuais motores Zetec RoCam, além de uma nova unidade de fundição de alumínio para produção dos cabeçotes deste motor.

De lá para cá, a capacidade da fábrica foi gradativamente ampliada - nos anos 2002, 2005 e 2007 - para atender o crescimento da demanda do mercado interno.

Autor(es): Usinagem Brasil

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