O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) do Ministério da Justiça aprovou, ontem, sem a imposição de qualquer restrição, o acordo firmado entre a mineradora Vale do Rio Doce e a siderúrgica coreana Mill para a construção de uma usina siderúrgica no Ceará.

O órgão antitruste considerou que o negócio marca a entrada a Dongkuk no Brasil. A produção se destinará ao mercado externo, o que afastou eventuais preocupações com os efeitos do negócio para outros competidores no mercado interno.

A siderúrgica será construída no distrito industrial de Pecém. Com a autorização, será criada a Companhia Siderúrgica Pecém, que substituirá a Ceará Steel. O acordo entre as empresas foi assinado em novembro passado. Na época, a Vale anunciou que o projeto previa investimentos de US$ 2 bilhões e produção inicial de 2,5 milhões de toneladas anuais de placas de aço, podendo ser expandida para até 5 milhões de toneladas ao ano.

Para a Dongkuk, haverá a garantia de fornecimento de minério de ferro de boa qualidade pela Vale , diz o processo do Cade. A coreana será beneficiada com redução de custos e fretes. Para a Vale, a parceria representa a possibilidade de viabilizar sua estratégia de fortalecer o parque siderúrgico brasileiro, aumentando, assim, a demanda por minério de ferro e a possibilidade de comercializar placas para o exterior , continua o texto.

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda informou ao Cade que o negócio resulta em agregação de capacidade produtiva de placas de aço ao mercado brasileiro, com a entrada de um novo ´player´ (a Dongkuk), bem como em aumento de investimentos em infraestrutura logística portuária e desenvolvimento de pólo industrial .

Autor(es): Juliano Basile | Valor Econômico

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