Para diminuir a dependência externa, o governo da Venezuela pretende construir 200 fábricas estatais. Dessas 61 serão voltadas especificamente para o processamento de alimentos. As 139 restantes serão voltadas para os setores de áreas de máquinas e equipamentos, vestuário, saúde, transporte, eletroeletrônica, entre outras. No total, estima-se que o governo venezuelano irá investir nesse projeto US$ 3 bilhões.

O Brasil foi um dos 12 países convidados a participar desse plano e a Abimaq foi eleita como parceira pelo governo venezuelano, tendo a incumbência de pesquisar, selecionar e recrutar as indústrias de bens de capital nacionais com capacidade e interesse para fornecer o maquinário para as plantas fabris.

Mário Mugnaini, diretor de Mercado Externo da Abimaq, explica que a entidade está trabalhando há meses nesse projeto há vários meses, desde quando foi assinado o programa de cooperação industrial entre os governos do Brasil e da Venezuela. "Já realizamos quatro reuniões, três delas no Brasil e uma na Venezuela, reunindo os representantes da delegação venezuelana e os industriais nacionais", informa Mugnaini. "Essas reuniões abriram ótimas perspectivas para a concretização de exportações de maquinas e equipamentos brasileiros", acrescenta, lembrando que do projeto, participa a ABDI - Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, encarregada de fazer toda a articulação entre o setor privado brasileiro e o governo da Venezuela.

Inicialmente a cooperação brasileira se dará na construção de 73 fábricas. Já foram definidos sete tipos de projetos para 11 unidades produtivas voltadas para fabricação de equipamentos para processamento de alimentos e embalagens de metal. Em uma segunda fase, equipamentos para refrigeração industrial, tubos de PVC e siderúrgicas de pequeno porte. Estimativas iniciais prevêem que os investimentos para as fábricas que contarão com a participação brasileira somam cerca de US$ 200 milhões. "A Abimaq está coordenando as negociações entre as empresas associadas e o governo venezuelano e existe grande possibilidade de vendas", comenta Mugnaini.

PRIMEIROS PROJETOS - Como resultado do trabalho, oito empresas da área de bens de capital brasileiras já iniciaram as negociações com as companhias estatais ligadas ao Ministério da Indústria Leve da Venezuela. A Siminox, fabricante de equipamentos para a indústria alimentícia, apresentou proposta para a implantação de quatro fábricas para processamento de frutas, verduras e legumes. A Indústria de Máquinas Moreno também apresentou proposta técnica detalhada para o fornecimento de três fábricas para produção de latas para acondicionamento de alimentos. A Toledo, fabricante de balanças, apresentou proposta de equipamentos para várias plantas.

"Estamos otimistas porque o presidente Chávez tem sinalizado grande interesse na cooperação com o Brasil devido à proximidade física, cultural e lingüística entre os dois países", finaliza Mugnaini.

Autor(es): Usinagem Brasil

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