Segundo dados divulgados pelo IBGE no dia 1º de agosto, a produção industrial cresceu 6,3% no primeiro semestre. Esse desempenho "resulta do predomínio de taxas positivas em 21 das 27 atividades pesquisadas".

A maior contribuição para a formação do índice veio dos setores de veículos automotores, que registrou crescimento de 18,4% no semestre. O IBGE destaca ainda a participação de máquinas e equipamentos (9,4%); outros equipamentos de transporte (33,1%); metalurgia básica (7,6%); indústrias extrativas (6,4%); outros produtos químicos (5,4%); e borracha e plástico (9,0%).

De acordo com o Instituto, o resultado do primeiro semestre de 2008 confirmou o padrão de crescimento da Indústria ao longo deste ano, com o maior dinamismo vindo dos setores produtores de bens de capital (17,1%) e de bens de consumo duráveis (13,9%). No primeiro segmento, todos os subsetores mostraram taxas positivas, sinalizando aumento generalizado dos investimentos, com destaque para bens de capital para transporte (28,3%), para uso misto (7,6%), para energia elétrica (14,3%), para fins industriais (10,0%) e agrícolas (42,8%).

Já a categoria de bens de consumo duráveis permaneceu com desempenho sustentado basicamente pelo avanço na produção de automóveis (20,9%), celulares (28,5%) e motocicletas (24,6%), todos respondendo a uma demanda interna significativa que, por sua vez, reflete a manutenção das condições favoráveis de crédito e a ampliação da massa salarial.

JUNHO - Dados sobre o mês de junho, apontam crescimento da produção industrial de 2,7% frente a maio, na série com ajuste sazonal. Foi o maior acréscimo neste tipo de comparação desde os 3,5% observados em outubro de 2007, levando o patamar de produção do setor a atingir nível recorde, 1,6% acima do ponto máximo atingido naquele mês.

Em comparação com o mês anterior, a expansão na produção foi mais intensa nos segmentos de bens de capital (7,7%) e de bens de consumo duráveis (7,0%), que registraram seus maiores incrementos desde novembro de 2003 (9,7%) e fevereiro de 2006 (7,2%), respectivamente.

Na comparação junho 2008/junho 2007, a indústria cresceu 6,6%, 24º resultado positivo consecutivo neste tipo de indicador, com a maioria (21) dos 27 ramos pesquisados assinalando aumento na produção. O setor de veículos automotores (19,4%) manteve-se como a indústria de maior impacto positivo na formação da taxa global, seguido por outros equipamentos de transporte (39,5%); metalurgia básica (8,3%); indústrias extrativas (7,6%); borracha e plástico (11,4%) e minerais não-metálicos (11,0%).

Autor(es): Usinagem Brasil

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