A mineradora Rio Tinto vai inaugurar em novembro, em caráter experimental, uma mina de minério de ferro automatizada, o que permitirá a redução de custos e ampliação das atividades apesar da escassez de mão-de-obra na Austrália, disse uma autoridade da empresa na sexta-feira.

O projeto é automatizar totalmente a mina de teste usando caminhões-robôs equipados com computadores, lasers e GPS, segundo John McGagh, chefe de inovação da empresa.

A Rio Tinto, segunda maior mineradora do mundo por valor de mercado, espera posteriormente adotar essa tecnologia no restante de seu depósito de minério de ferro em Pilbara e também em minas de carvão e cobre.

"Estamos enfrentando uma tremenda escassez de mão-de-obra em Pilbara, por isso estamos fazendo esse tipo de coisa", disse McGagh da Austrália por telefone à Reuters.

A Rio Tinto rejeitou uma oferta de compra de 120 bilhões de dólares feita pela rival BHP Billiton, argumentando que isso subvaloriza a empresa e suas perspectivas de crescimento.

Parte importante de sua batalha para convencer os investidores de seu belo futuro sem a BHP é um plano para ampliar sua produção de minério de ferro em mais de 50 por cento até 2013, atingindo 320 milhões de toneladas.

"Administrar 15 minas com 320 milhões de toneladas é uma operação muito desafiadora e complexa. Você está cavando 1,8 milhão de buracos por ano. Temos de aplicar a tecnologia se quisermos chegar aonde queremos chegar", disse McGagh.

A galeria a ser automatizada, na operação de West Angelas, em Pilbara, deve produzir 31 milhões de toneladas de minério durante 15 meses.

Há anos a empresa trabalha na automatização de minas para cortar custos. "Olhamos outras indústrias que implementaram altos níveis de robótica e vemos grandes eficiências em termos de manutenção desse equipamento", disse o executivo. "Também estamos buscando economias significativas de custo."

Na mina experimental, sondas automáticas vão abrir os buracos, outra máquina vai inserir os explosivos, e escavadeiras e caminhões recolhem o minério até a superfície, onde o material é levado por centenas de quilômetros em um trem automático até o porto mais próximo.

Os únicos seres humanos envolvidos estarão num centro de operações a mais de mil quilômetros das minas.

A empresa diz que a automatização não vai extinguir postos de trabalho atuais, mas permitirá a ampliação das atividades sem inchar a folha de pagamentos.

Autor(es): Reuters

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