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Maior problema é demanda, diz Gerdau

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A Gerdau afirmou nesta terça-feira, 11, que o maior problema a ser enfrentado pelo setor siderúrgico é a retração da demanda e não a falta de crédito. Segundo o presidente do Conselho de Administração da companhia, Jorge Gerdau Johannpeter, a empresa quer evitar a realização de investimentos sem que exista uma demanda equivalente. O plano de expansão da companhia prevê aportes de US$ 6,4 bilhões entre 2008 e 2010.

O executivo destacou que sua prioridade para os próximos 90 dias é adotar medidas que aumentem a liquidez da companhia e reduzam os custos. "Estamos desacelerando projetos de dois ou três anos e concluindo rapidamente os que estão em execução", disse. "Só penso em liquidez e custo."

Jorge Gerdau, que participou hoje de um seminário promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) para discutir atitudes positivas para enfrentar a crise financeira global, defendeu que, no atual momento, o setor público deveria acompanhar os esforços que estão sendo realizados pelo setor privado na redução de custos e aumento de produtividade.

"Não entendo porque as empresas fazem um esforço enorme, que inclui até demissões, enquanto o governo segue com a mesma atitude interna", disse. Para ele, a única forma de manter os investimentos nas duas esferas é aumentar a eficiência e cortar gastos. "O índice de investimento é criado pelo índice de poupança", afirmou.

A crítica foi rebatida pelo senador Aloizio Mercadante (PT), presente no evento, que defendeu que o governo deve aproveitar este momento de desaquecimento do setor privado para investir em infra-estrutura. "Isso vai permitir que o setor público acompanhe o crescimento do setor privado com melhor infra-estrutura no futuro", afirmou. Ele defendeu que o Estado tem que ser mais austero, mas deve fazer política anticíclica para reverter a crise.

Segundo Jorge Gerdau, as fontes de recursos das empresas exportadoras, como Adiantamento de Contratos de Câmbio (ACC) e captações no mercado internacional, estancaram totalmente no mercado, o que torna ainda mais importantes as iniciativas para contenção de gastos. Apesar da crítica ao governo, o empresário elogiou as medidas tomadas pelo Banco Central para conter os efeitos da crise no mercado interno, como a liberação de depósitos compulsórios para injetar mais dinheiro na economia.

Revisão

Apesar das preocupações com a demanda, a companhia ainda não decidiu se reduzirá os seus planos de investimento, mas afirmou que vai ficar atenta ao movimento do mercado. Segundo o presidente do Conselho, a demanda ainda está boa no Brasil, com exceção do segmento de aços especiais para o setor automotivo, que concedeu férias coletivas recentemente. Ele mostrou-se mais confiante em relação ao desempenho do setor de construção civil, que recebeu apoio do governo.

Em teleconferência com analistas na semana passada, a empresa havia informado que manteria seu orçamento de investimentos de US$ 6,4 bilhões, mas que pretendia revisar o cronograma de aplicação dos recursos, previsto entre 2008 e 2010. Nas últimas semanas, várias siderúrgicas em todo o mundo anunciaram cortes de produção. No Brasil, um corte de 35% da produção foi anunciado pela ArcelorMittal Tubarão.

Jorge Gerdau não quis dar uma projeção para o preço do ano que vem porque ainda não tem definições sobre o valor do minério de ferro, do carvão e da energia, principais insumos do aço. Ele destacou apenas que a produção de minério está sendo reduzida em todo o mundo. "É difícil falar sobre o aço sem as definições sobre os insumos", disse Gerdau, que participou hoje de um seminário promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) para discutir atitudes positivas para enfrentar a crise financeira global.

Estadão

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