A Walter do Brasil realizou recentemente Seminário de Torneamento para vinte operadores e processistas da Usiminas. Com dez horas de duração, o curso foi dirigido a vinte funcionários da Usiminas entre operadores e processistas, aos quais foram apresentados conceitos teóricos abrangendo materiais de corte, influência dos parâmetros de corte na vida útil da ferramenta, influência do raio de ponta na qualidade superficial e tendência a vibrações, cálculos técnicos, classes de pastilhas.

Segundo Sander Gabaldo, um dos responsáveis pela área de treinamentos na Walter, esse evento é um bom exemplo dos treinamentos que a empresa oferece a seus clientes. "Após apresentada a parte teórica, fomos para a máquina para ver os conceitos na prática", disse Gabaldo, frisando que esta é a melhor maneira de sedimentar os conhecimentos apresentados na sala de aula.

No chão-de-fábrica, foram realizados ensaios de levantamento da curva de cavacos para geometrias de desbaste, definindo quais os melhores parâmetros de profundidade e avanço em função do material trabalhado. Também foram feitos ensaios variando os parâmetros velocidade de corte, profundidade de corte e avanço, usinando o mesmo material até o desgaste de flanco do inserto atingir 0,3 mm. "O objetivo desses ensaios era verificar a vida útil dos insertos em minutos e, a partir daí, fazer um estudo econômico do processo de usinagem para um lote de 500 peças. Claro que os resultados foram diferentes para cada parâmetro alterado e nossa meta era justamente mostrar ao usuário a influência de cada dado de corte no custo total de uma peça", explica Gabaldo.

Segundo os engenheiros Théo Bento Horsth e Marcos Alexsandro Reis, analistas industriais da Usiminas que acompanharam as atividades, a aplicação de treinamentos diretamente pelo fornecedor de ferramentas é de suma importância para manter os colaboradores alinhados às novas classes e geometrias, além de permitir uma troca de conhecimento muito mais eficaz, devido ao know-how envolvido. "Estas ações são especialmente vantajosas nos dias de hoje, em que as empresas trabalham com um número considerável de novatos em usinagem", dizem os analistas.

"O impacto é bastante positivo, além de rápido e visível", afirmam os engenheiros. "Assim que retornam do treinamento, os colaboradores já demonstram maior senso crítico e domínio técnico na escolha e aplicação das ferramentas/pastilhas, bem como na determinação dos parâmetros de corte. O ganho de produtividade e a redução de custos são facilmente percebidos".

Horst e Reis salientaram ainda que os treinamentos realizados nas dependências da Usiminas facilitam a mobilização dos participantes, favorecendo um menor impacto na produção. "Também possibilitam que os testes práticos sejam realizados nas próprias máquinas onde trabalham os participantes do curso, gerando maior percepção dos resultados".

Autor(es): Usinagem Brasil

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