As vendas caíram 15% no segmento de distribuição - que é responsável por 33% de todo aço plano comercializado no País -, para 285 mil toneladas. Para novembro, a estimativa preliminar é de nova queda, de 8%, para 260 mil toneladas. Mas os estoques devem cair, informou o presidente do Inda, Christiano da Cunha Freire, uma vez que as distribuidoras fizeram compras menores, já prevendo demanda inferior.

Nem a injeção de crédito de R$ 8 bilhões do governo nos bancos das montadoras foi suficiente para conter a queda na comercialização de veículos. Os emplacamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus foram de 177,9 mil unidades em novembro, os mais baixos desde abril de 2007. O volume corresponde a uma queda de 26% na comparação com os emplacamentos de outubro.

A venda de máquinas agrícolas também dá sinais de arrefecimento, tanto que algumas fábricas já determinaram férias coletivas para ajustar a produção. Ontem, a unidade da Case IH em Piracicaba, onde são produzidas colheitadeiras, informou que 200 das 240 pessoas que trabalham na empresa entrarão em férias. Em Montenegro (RS), a John Deere ampliou de 20 dias para 30 dias as férias coletivas.

A queda nas vendas de aço elevou os estoques das distribuidoras em 6,9% em outubro, na comparação com setembro, para 882,6 mil toneladas, segundo informações do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda). A alta é, em parte, resultado do menor volume de produtos siderúrgicos comercializados por essas empresas, que processam principalmente aços planos destinados à indústria automotiva e de bens de capital.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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