A crise financeira que se alastrou pelo mundo nos últimos meses continua gerando notícias negativas. Em janeiro, várias empresas européias - bastante conhecidas do mercado metal-mecânico brasileiro, como Ceratizit, Mikron, AgieCharmilles e Oerlikon - anunciaram medidas que envolvem o corte de empregos e fechamento de unidades.

A Ceratizit vai encerrar a produção de blanks de metal duro na planta de Biel, na Suíça. A produção será transferida para as unidades de Horb (Alemanha) e Mamer (Luxemburgo). Segundo nota da empresa, o volume de pedidos da planta de Biel caiu 30% nos últimos seis meses. "A atual situação econômica nos obriga a implementar mudanças em muitas plantas européias para reduzir custos e pessoal", afirmou Jacques Lanners, speaker do board da Ceratizit. 60 funcionários, de um total de 130, serão dispensados. Outros departamentos e setores empresariais em Biel não serão afetados.

Já o grupo Oerlikon, ao qual pertence a Balzers, divulgou na semana passada comunicado para esclarecer notícias sobre demissões no grupo. "Ao longo dos últimos quatro meses, várias divisões do grupo tomaram medidas para garantir os seus resultados. Estas medidas incluem inevitável redução do quadro de pessoal a nível mundial - 50% deles trabalhadores temporários", informa a empresa. Segundo a Oerlikon, os cortes tiveram início no quarto trimestre de 2008, envolvendo a não renovação de contratos de temporários e a não substituição de vagas. "No total, 1.000 trabalhadores serão afetados", diz a empresa.

A fabricante de máquinas Mikron, também de Biel, na Suíça, que registrou diminuição de 25% no volume de novos pedidos e queda nas vendas de 0,5% em 2008, anunciou redução de 15% no quadro de funcionários. "O Grupo Mikron está se preparando para um ano difícil em 2009, quando se espera um volume global significativamente menor, em especial no setor automotivo", informa a empresa em comunicado. O grupo avalia que "não se espera uma recuperação do setor automotivo (que representa 50% das vendas do grupo) em um futuro próximo". Diante desse quadro, "para proteger seu custo-eficiência irá fazer ajustes nas próxima semanas em todas as suas unidades". Cerca de 1/3 dos 1.100 funcionários do grupo terão jornada de trabalho reduzida e "o corte de 15% no número de empregos será inevitável". As medidas afetarão principalmente as unidades da divisão Machining Technology, instaladas em Agno (Suíça) e Rottweil (Alemanha), e sua distribuição nos EUA.

A também suíça GF AgieCharmilles anunciou que, diante das condições adversas do mercado, tomará as medidas necessárias para manter e aumentar a sua rentabilidade, o que implicará na redução de 340 vagas em todo o mundo (10% do quadro atual), sendo 50% na Suíça. A empresa informa ainda que está dando sequência ao programa de racionalização - estabelecido antes do início da crise - que consiste em concentrar a sua produção na Suíça e agrupar todas as atividades de venda.

Autor(es): Usinagem Brasil

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