Porto de Santos planeja expansão para 15 anosA parceria entre a Secretaria de Portos e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) está sendo muito importante na elaboração do plano mestre de desenvolvimento do porto de Santos. O “Master plan” apresenta-se como um projeto importante e que será o grande balizador em todo o planejamento estratégico e na implantação de ações que visam o crescimento e expansão do setor portuário na região até o ano de 2024. Este programa será fundamental inclusive para a elaboração do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento, ainda em fase de organização.

Após o encontro de empresários da região, entidades e autoridades locais em Santos, no último dia dois de fevereiro o cenário apresentado foi o esperado por todos até os próximos 15 anos: em 2024, Santos deverá movimentar cerca de 230 milhões de toneladas de cargas, quase o dobro da capacidade instalada atualmente. O evento contou com o atual ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Britto, para a demonstração do plano de expansão portuária e sua acessibilidade. Vale ressaltar que o Master Plan produzido pela Codesp em conjunto com a Secretaria de Portos também recebeu o auxílio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Banco ajudou a financiar o planejamento, que custou de US$ 1,3 milhão, cerca de R$ 2 milhões.

Além do próprio desenvolvimento portuário, o ministro Britto falou também à respeito das adaptações relativas ao transporte terrestre e hidroviário, uma vez que de nada adianta investir na movimentação no Porto se a carga não chegar ao seu destino por meio das vias mais usadas frequentemente. O ministro Britto reconheceu a necessidade urgente de melhorar os acessos ao Porto de santos, inclusive com a introdução do terrestre hidroviário na área do canal – esta questão já está em debate há algum tempo. Estuda-se também o desenvolvimento de esteiras transportadoras e dutovias em larga escala. Toda essa estrutura visa evitar possíveis gargalos no Porto e uma eventual paralisação do sistema de transporte.

O plano de expansão portuário também antevê que a capacidade atual dos caminhões – que hoje chega a três milhões de unidades equivalentes a seis metros (TEU) – ficará bem próximo de nove milhões por ano dentro de um prazo de 15 anos. Como os contêineres possuem variados tamanhos e capacidades, convencionou-se esse padrão de 6 metros, que é o correspondente ao contêiner convencional. Em linhas gerais, cada contêiner pode ser comparado a um caminhão circulando, e como o tráfego dos compartimentos de carga exige os dois sentidos – importação e exportação - , o que se percebe é que o transporte de cargas renderá algo próximo a 18 milhões de caminhões anuais nas estradas e vias brasileiras.

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Editora

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