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A indústria dos pneus reformados e recauchutados é uma das que mais cresce no Brasil. Mesmo em épocas de crise, esse setor não conheceu os efeitos devastadores para a economia pelos quais muitas empresas de diversos setores industriais passaram. Hoje, o Brasil comercializa mais de 18 milhões de pneus reformados, com um valor 60% menor em comparação com pneus novos em folha.
O preço inferior se deve ao fato de que o mercado dos recauchutados consegue uma economia de 70% de energia e matéria-prima com a reutilização das carcaças. Contudo, esses números ainda são pequenos se comparados ao que seria se todas as fábricas empregassem a técnica de fabricação de pneu ecológico desenvolvido por pesquisadores da cidade de Santos.
A tecnologia de reabilitação dos pneus já gastos consiste em aplicar uma nova banda de rodagem, mais conhecido como o método de vulcanização. Nesse sistema, a carcaça do pneu antigo é inserida em um forno com altas pressões e temperaturas, que variam em torno de 150 graus Celsius, unindo as duas partes do pneu, a antiga e a nova que foi aplicada.
A tecnologia foi desenvolvida na Incubadora de Empresas de Santos, através do trabalho de pesquisadores empenhados em levar para frente um projeto que pode ganhar maior força com o apoio de empresas do interior. Entre eles, está o pesquisador José Pedro Souza. O santista desenvolveu um método para determinar, com maior nível de eficiência e precisão o ponto em que acontece o processo de vulcanização. Atualmente, uma grande fabricante da cidade de Jaboticabal está fazendo testes e se tudo correr bem, a empresa poderá aproveitar o método de produção de pneus ecológicos desenvolvido pelos santistas.
De acordo com o diretor comercial da empresa, Diogo Roncato Sagula, já foram realizados testes que demonstraram uma redução significativa de tempo de produção e energia utilizada na produção dos pneus. “Se der certo, será um grande avanço para o setor”, conclui Sagula.
Considerando que o Brasil concentra o segundo mercado mundial de recauchutados e uma média de 80% da produção na América Latina, a economia de energia, matéria-prima e outros itens proporcionada pelo sistema santista é bastante significativa e deve ser estudada mais a fundo por autoridades competentes e empresas do setor que pretendam investir na nova metodologia.
Renata Branco
Editora
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