Com seu motor refrigerado a ar, o velho Volkswagen Fusca era conhecido por dar partida no mais frio dos dias de inverno. Para compensar essa virtude, no entanto, era um aquecedor notoriamente anêmico e um sistema descongelador ainda mais insípido. E no verão, a maioria dos proprietários de Fusca podia apenas abaixar as janelas e sonhar com ar condicionado. Talvez para compensar aquelas falhas passadas, o sedã de luxo da Volkswagen, o Phaeton, vangloria-se de um dos mais complexos sistemas de aquecimento e ventilação oferecidos em qualquer carro em produção. Seu interior é subdividido em quatro zonas que podem ter temperaturas diferentes. Um computador ajusta automaticamente o fluxo de ar entre 25 dutos para maximizar o aquecimento e o esfriamento sem lançar jatos de ar aos passageiros. Outros sensores monitoram a posição do sol relativa ao carro bem como sua intensidade para equilibrar a distribuição de calor. A umidade interna do carro é elevada ou reduzida para aumentar o conforto e impedir o embaçamento das janelas com base em leituras de outros sensores. E finalmente, um sensor sob o capô interrompe o ingresso de ar fresco quando detecta gases nocivos provenientes de um caminhão a diesel fumacento ou um gambá morto. "A capacidade dos microprocessadores é agora tão boa que podemos criar muitas funções que não são possíveis com sistemas mecânicos", afirmou Reiner Katzwinkel, chefe do grupo de engenharia na Volkswagen que projeta sistemas de ar condicionado e controle climático. Com preço de tabela entre US$ 64,6 mil e US$ 94,6 mil, o Phaeton não é a idéia da maioria das pessoas de um carro de família. Mas sensores eletrônicos e controles básicos já abriram seu caminho à maioria dos sucessores do Fusca e de outros carros econômicos. E vários fabricantes de autopeças estão desenvolvendo sensores e chips que também lhes dão pelo menos algumas das façanhas elaboradas de controle climático do Phaeton nos próximos anos. Os microprocessadores fazem parte dos sistemas de controle climático dos veículos desde a década de 1990, quando componentes de baixo custo como sensores de temperatura baseados em semicondutores se tornaram disponíveis. A combinação de sensores e computadores de controle climático permitiu às empresas automobilísticas lançarem os primeiros sistemas práticos que permitiram aos passageiros dos assentos individuais dianteiros estabelecerem temperaturas próprias. Para criar mais duas zonas para os passageiros dos bancos traseiros, a Volkswagen usa sete sensores de temperatura que são distribuídos pelo Phaeton. O computador de controle climático do carro então calcula como misturar temperaturas diferentes de ar através de seus 25 dutos, de maneira que a mistura resultante proporciona a cada passageiro o que ele quer.

Autor(es): Secco Consultoria de Comunicação

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