Responsabilidade ambientalAquecimento global, responsabilidade ambiental e outras questões ambientais estão sendo discutidas entre governantes, grandes organizações e ambientalistas há quase 20 anos. Desde a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, ocorrida no Canadá em 1988, os países mais industrializados buscam formas alternativas de manter a produção em alta sem que seja necessário emitir mais gases poluentes na atmosfera, elevando ainda mais o efeito estufa.

Após esse encontro outros aconteceram buscando soluções para os problemas ambientais, sendo eles: IPCC's First Assessment Report em Sundsvall, em 1990 na Suécia, Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática na ECO-92, no Rio de Janeiro, em 1992 e o Tratado de Quioto, ou Protocolo de Quioto, negociado no ano de 1997, no Japão, quando finalmente foi aberto para assinaturas. O Tratado de Quioto é uma consequência de todas as conferências realizadas anteriormente e constituiu-se de algumas normas e compromissos que visavam à redução dos gases tóxicos produzidos pelas indústrias e que implicam no efeito estufa, segundo dados já comprovados por cientistas em estudos anteriores.

Para que isso ocorresse, seriam necessárias amplas reformas no tangente aos setores de energia e transportes, além de proteger florestas e sumidouros de carbono, promover o uso de fontes de energia renováveis, como as energias solar e eólica, e eliminar ou reduzir drasticamente as emissões do gás metano, um dos que mais afetam a camada de ozônio. A responsabilidade ambiental, meio ambiente e combustíveis alternativos foram alguns dos temas mais discutidos no último encontro que aconteceu em dezembro de 2009 entre 55 países, a chamada Conferência Mundial sobre o Clima das Nações Unidas, o COP-15, em Copenhagen, na Dinamarca.

O resultado de todas essas tentativas de se implementar ações em prol do meio ambiente, em que seja possível continuar produzindo, porém, sem prejudicar o ecossistema, pode ser percebido em algumas indústrias brasileiras. Atualmente, elas já se preocupam em estudar formas de criar um sistema de gestão ambiental mais eficiente, como no caso de muitos empresários mato-grossenses, que se reunirão com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva para discutir proposta de elaboração de práticas de produção sustentável para a região Centro-Oeste, segundo informações da Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso (FIEMT).

Outro exemplo é a indústria brasileira do alumínio, referência mundial em termos de preservação do meio ambiente. Contando com diversas parcerias institucionais, algumas indústrias brasileiras do aço, como a Vale, Gerdau e ArcelorMittal são consideradas pioneiras em elaborar projetos que visem à redução do consumo de recursos naturais, criação de fontes alternativas de energia, redução de emissão de gases na atmosfera e também com o reaproveitamento e reciclagem de produtos. No ano de 2002, as indústrias brasileiras do aço foram consideradas no Rio +10, a cúpula mundial de Desenvolvimento Sustentável, modelos de gestão ambiental. Vale ressaltar que todas as empresas são certificadas pelas normas internacionais ISO 14.000, referente à Gestão Ambiental. A Gerdau planeja todo o seu gerenciamento, inclusive com estudos sobre todos os produtos da empresa e nos que eles podem interferir no ecossistema.  A conscientização dos trabalhadores também faz parte do sistema de gestão da Gerdau, que por meio de treinamentos, controla todos os perigos estudados.

Autor(es):
Editora

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