Expansão de unidades, que estão no limite da capacidade de produção, custará R$ 20 milhões. A Mangels Industrial começa a trabalhar no limite de sua capacidade instalada, de 90 mil toneladas de produtos derivados do aço por ano. Em função do aquecimento da demanda, que tem forçado a empresa a contingenciar algumas encomendas - principalmente a de rodas de alumínio, em Três Corações (MG), cuja produção atingiu a capacidade máxima, de 1,1 milhão de unidades por ano -, a direção da Mangels ampliou os investimentos previstos para este ano, de R$ 12 milhões para R$ 20 milhões. Parte disso servirá para a expansão da unidade de Minas em 30%, atingindo 1,5 milhão de unidades anuais de rodas, nos próximos 24 meses. O restante será destinado à ampliação das outras duas divisões - Aços e Cilindros.

'Não é possível atender a todos os pedidos. Podíamos estar vendendo 10% mais', disse Robert Mangels, presidente da companhia. A revisão no valor dos investimentos, realizada há poucas semanas, significa uma mudança expressiva em relação ao patamar de R$ 12 milhões aplicados anualmente, nos últimos cinco anos. 'Percebemos que se não decidirmos agora aumentar a produção, vamos atingir o limite em muito pouco tempo. Se demorarmos mais, vamos comprometer nosso crescimento', disse Mangels, que está pessoalmente empenhado em um programa de divulgação dos bons resultados da empresa com o objetivo de lançar ações no mercado nos próximos dois anos.

Para levar adiante o projeto, a direção da empresa está concluindo a compra de um laminador usado, orçado em U$ 10 milhões, montante um terço inferior ao cobrado por um equipamento novo, além de fornos e máquinas para as três unidades da companhia. Os recursos, segundo Mangels, virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O pedido ainda não foi formalizado, mas ele espera encaminhar a carta-consulta nos pró-ximos dias.

Por trás da decisão está o aquecimento das vendas externas e de produtos para o mercado doméstico voltados para a exportação - peças para automóveis, por exemplo. As exportações da Mangels aumentaram 23,7% no ano passado, atingindo US$ 26 milhões. Para 2004, a meta é chegar a US$ 28 milhões, com um dólar cotado a R$ 3,10. No primeiro trimestre do ano, a empresa exportou US$ 8,7 milhões, um valor 29% superior aos US$ 6,2 milhões do mesmo período de 2003.

A divisão de Rodas começa a ter dificuldades para a atender à demanda das montadoras. Apesar da retração do mercado automobilístico interno, as exportações estão crescendo e nos veículos destinado ao setor externo há uma maior participação das rodas de alumínio. No ano passado, a venda para as montadoras responderam por 30% do faturamento bruto de R$ 477 milhões. Para este ano, a direção da Mangels, uma empresa fundada por Max Mangels em 1928 e controlada pela família, com participação de 15% do BNDES, espera uma receita bruta de R$ 550 milhões.

A divisão de Cilindros fechou um contrato de exportação para os Estados Unidos de 300 mil cilindros de baixa pressão para churrasqueiras portáteis a gás, de US$ 4,5 milhões. 'Nossa meta é atingir 5% do mercado americano no fim do ano, de 6 milhões de cilindros', disse Mangels. A empresa também pretende ampliar as vendas para países da América Latina, África e Oriente Médio e conquistar novos clientes nos Estados Unidos e Canadá.

A entrada da Mangels no mercado de gás natural veicular (GNV). Assim, a empresa espera conquistar boa parte de um mercado considerado promissor, uma vez que a expectativa é de crescimento da frota de veículos movida a gás em torno de 200 mil carros por ano. Outra frente de atuação será a exportação para a Argentina, país dono da maior frota de carros movidos a gás do mundo, composta por mais de 1 milhão de veículos.

Para 2004, a empresa tem expectativa de receita líquida de R$ 456 milhões. A maior parte virá da divisão de Aços, responsável por 54%, seguida da divisão de Rodas, com 27% e a de Cilindros, com 19%.

Autor(es): Gazeta Mercantil

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