Indústria de fibras sintéticas e a norma de regulamentação REACHDesde o ano passado, as indústrias de fibras sintéticas da Europa e Estados Unidos vêm modificando sua atitude, centrando todas as atividades empresariais com o objetivo de atingir um desenvolvimento sustentável. Os tecidos sintéticos sempre foram apreciados por terem um baixo custo de produção e, portanto, eram repassados aos consumidores finais a preços mis acessíveis em relação às vestimentas de fibras naturais. No entanto, a preocupação com os custos crescentes de energia, transporte e matérias-primas e com os prejuízos ao meio ambiente criou um grande desafio para a indústria de produção de fibra sintética no sentido de disponibilizar tecidos ecológicos e a preços competitivos no mercado.

Os fabricantes de fibras artificiais têm aumentado o uso de mais matérias-primas renováveis, como fibras de celulose. Algumas empresas já estão utilizando polímeros reciclados de resíduos pós-consumo, tais como garrafas de polietileno e tereftalato. Novas pesquisas estão em andamento para explorar novas matérias-primas a partir de plantas de rápido crescimento como a cana-de-açúcar, capim e palha. Os varejistas também começaram a prestar os rótulos com informações sobre os processos “eco-amigáveis”e materiais utilizados para fazer as roupas e tecidos.

A indústria de fibras sintéticas é uma parte indispensável da indústria têxtil e precisou buscar novas formas de produção desde que entrou em vigor, no ano passado em toda a União Européia e Estados Unidos, a nova regulamentação sobre o uso de produtos químicos no setor têxtil. A norma conhecida como REACH, Registration, Evaluation, and Authorisation of Chemicals, que em português significa Registro, Evolução e Autorização e Restrição de Substâncias Químicas.

O objetivo do REACH é melhorar a proteção da saúde humana e do meio ambiente através de uma rápida identificação das propriedades intrínsecas das substâncias químicas. Ao mesmo tempo, prevê que a capacidade de inovação e competitividade da indústria química da UE deve ser melhorada. Os benefícios do sistema REACH ocorrem de forma gradual, à medida que mais substâncias vão progressivamente se enquadrando na norma REACH. O regulamento também exige a substituição progressiva das substâncias químicas mais perigosas quando alternativas adequadas já foram identificadas.

O regulamento REACH confere maior responsabilidade social à indústria para gerenciar os riscos dos produtos químicos e para fornecer informações de segurança sobre as substâncias. Os fabricantes e importadores são obrigados a recolher informações sobre as propriedades de suas substâncias químicas, o que permitirá o seu manuseio e o registro as informações em um banco de dados central gerida pela Agência Europeia das Substâncias Químicas (ECHA) em Helsinki. A Agência Atua como o ponto central do sistema REACH: gere as bases de dados necessárias para operar o sistema, coordena a avaliação em profundidade de substâncias químicas suspeitas e executa uma base de dados pública em que os consumidores e profissionais possam encontrar informação sobre o perigo.

Uma das razões principais para o desenvolvimento e aprovação do regulamento REACH foi um grande número de substâncias fabricadas e colocadas no mercado europeu por muitos anos, às vezes em quantidades muito elevadas, e ainda não há informação suficiente sobre os riscos que eles representam para a saúde humana e para o meio ambiente. Há uma necessidade de preencher estas lacunas de informação para garantir que a indústria seja capaz de avaliar os perigos e riscos das substâncias e identificar e implementar medidas de gestão de risco para proteger os seres humanos e o meio ambiente.

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