Soldagem de manutençãoDurante os processos de produção na indústria, não é nada incomum ocorrerem falhas nas máquinas e equipamentos, como quebra do eixo excêntrico de uma prensa ou outro tipo de problema semelhante. Certamente que a compra de outro produto ou mesmo os dias de paralisação do equipamento trazem muitos prejuízos para a indústria. Nesse caso, uma solução muito bem vista pelos gestores de plantas industriais é optar pela soldagem de manutenção, uma solução muito aplicada no sentido de prolongar a vida das máquinas e evitar custos fora de hora.

A economia propiciada pela solda de manutenção também é possível graças à redução de estoques de reposição. Além disso, muitas indústrias possuem ativos – em especial, as máquinas industriais – de diversas marcas diferentes, provenientes de inúmeros importadores. Isso dificulta os trâmites de reparos nas próprias empresas fornecedoras, principalmente quando há a necessidade de troca da máquina. A situação piora quando alguns equipamentos e máquinas são retirados de linha ou deixam de ser fabricados.

Por isso, fica praticamente inviável manter estoques de peças e componentes sobressalentes de reposição nas plantas industriais, fazendo com que a maioria dos gestores e supervisores acabem aplicando a soldagem na manutenção como uma forma econômica, eficaz e segura de produzir.

É válido salientar que existem algumas diferenças básicas entre soldagem na manutenção e soldagem de produção. No caso da última, a solda é realizada com planejamento, seguindo à risca todas as normas e padrões de solda, com os equipamentos à disposição para tal fim, com especificações definidas e com a composição dos metais de base bem determinada. Já no caso da solda em manutenção, é preciso que o soldador saiba agir dentro de várias limitações, especialmente no que tange ao tempo no qual a tarefa de solda dever ser feita para não prejudicar ainda mais a produção.

Entre as principais etapas que precisam ser reconhecidas antes de se iniciar a solda na manutenção estão: análise da falha, com determinação de itens como causa da falha, tipo de fratura, desgaste e corrosão; determinação do funcionamento, com RPM e temperatura de trabalho; reconhecimento dos materiais envolvidos, em que são analisadas a dureza do metal e sua composição química; identificação do estado do material, ou seja, se ele está recozido, cementado ou temperado.

Somente com base no levantamento desses dados é possível determinar o tipo de solda a ser aplicado e qual metal de enchimento, com seus respectivos aditivos, poderão ser aproveitados na solda da parte desgastada. Para a recuperação da parte a ser soldada, vale também checar alguns detalhes primordiais para o sucesso da solda, como a pré-usinagem, a deformação, a sequência de soldagem, pré e pós-aquecimento, tratamento térmico pós-soldagem, desempeno e pós-usinagem.

Autor(es):
Editora

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