Governo anuncia fábrica de semicondutores no BrasilFoi anunciado em Brasília, o primeiro investimento no setor de semicondutores, considerado um dos quatro prioritários pela Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior. Depois de intensas negociações com o Governo Federal, a norte-americana Smart Modular Technologies, localizada em Guarulhos, afirmou que irá implantar uma fábrica de encapsulamento e montagem de memória (Back End) no Brasil, com investimento total de US$ 30 milhões em dois anos. Pela primeira vez será produzido no País este tipo de circuito integrado.

O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Ian Mackenzie, depois de se reunir com os ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. A atração de uma fábrica de semicondutores para o Brasil era um dos objetivos da Política Industrial divulgada pelo Governo em 31 de março.

O investimento anunciado reflete a escolha do Brasil como experiência pioneira da empresa, uma vez que a Smart, no mundo, se concentra na montagem de placas e módulos de memória para computadores e impressoras. Inicialmente, a empresa deverá exportar cerca de 11% de sua produção, estimada em cinco milhões de unidades/mês. O mercado alvo são microcomputadores, servidores, telefones celulares e DVDs.

Segundo Mackenzie, a produção deve ser iniciada entre seis meses e um ano e gerar cerca de 200 empregos diretos. O local de instalação da fábrica ainda não foi escolhido. O objetivo da Smart, segundo seu presidente, é transformar o Brasil em plataforma de exportação de seus produtos para os Estados Unidos e outros mercados.

O anúncio da Smart é resultado do Grupo de Trabalho criado para o desenvolvimento do setor de semicondutores e foi estimulado pela decisão do Governo de desonerar máquinas e equipamentos, que tiveram seu IPI reduzido de 5% para 3,5% em janeiro, e de 3,5% para 2% na semana passada.

A medida divulgada tem forte impacto na balança comercial brasileira, uma vez que o Brasil atualmente importa cerca de US$ 2 bilhões em circuitos integrados por ano. Também foi divulgado que o setor de semicondutores será beneficiado pelo Recof, regime aduaneiro especial que prevê facilidade no desembaraço de mercadorias.

Autor(es): Assessoria de Comunicação Social do MDIC

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