Nesta última segunda-feira, 12 de julho, a companhia siderúrgica Gerdau anunciou que não vai mais participar do consórcio que visa à construção e a operação da central hidroelétrica de Belo Monte, projeto apoiado pelo Governo na região amazônica. Em nota enviada à imprensa, a empresa explica que "neste momento de retomada da demanda por aço, nos diferentes mercados de atuação da companhia, deve focar seus investimentos na sua atividade-fim, que é a produção de aço".

A represa de Belo Monte terá um custo de US$ 10,6 bilhões e representa a geração de uma média de 4.571 megawatts por hora. Na época de cheia do rio Xingu, um dos principais afluentes do rio Amazonas, a produção de energia chegará a um limite máximo de 11.233 megawatts.

O projeto de construção da usina de Belo Monte ainda prevê o investimento de R$ 1,5 bilhão com a finalidade de reduzir o impacto socioambiental, e outros R$ 2 bilhões em projetos para o desenvolvimento sustentável do rio Xingu. Alguns grupos de ambientalistas, protestaram em inúmeras ocasiões devido aos impactos ecológicos gerados pelo projeto durante e após a construção da usina.

Ainda durante esta semana, o consórcio Norte Energia, do qual a Gerdau era integrante, deverá entregar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) todos os documentos para a composição da sociedade operadora. Atualmente, o consórcio reúne as companhias Chesf, Queiroz Galvão, Cetenco Engenharia, Galvão, Mendes Júnior, Gaia Energia e Participações J., Malucelli Construtora, Contern Participações e Comércio e Serveng-Civilsan.

Autor(es):
Editora

facebook      twitter      google+

Energia
 Veja todas as noticias e artigos relacionados a Energia