Uma sequência de falhas resultou na explosão da plataforma de Macondo, no Golfo do México, diz um relatório da British Petroleum. O relatório diz que "várias empresas e equipes de trabalho" contribuíram para o vazamento de petróleo na região que, segundo o comunicado, surgiu de "um conjunto complexo e interligado de falhas mecânicas, entre julgamentos humanos, engenharia de projeto, execução operacional e interfaces de equipe”. O relatório é o resultado de uma investigação interna conduzida ao longo de quatro meses, por especialistas dentro da BP e também por peritos externos. Especificamente, o relatório apontou:

• As barreiras de cimento e as sapatas de contenção falharam;
• testes de pressão negativa foram incorretamente aceitos pela BP e pela Transocean;
• A Transocean não conseguiu reconhecer o afluxo por 40 minutos, o que retardou ainda mais a tomada de procedimentos corretos a fim de evitar os vazamentos de petróleo;
• O fluxo também foi encaminhado para um separador de gás na plataforma ao invés de ser desviado para o mar;
• O fluxo de gás direcionado aos compartimentos do motor através do sistema de ventilação criou um potencial de ignição do fogo que os equipamentos e os sistemas de gás não conseguiram impedir;
• Após a explosão e consequente incêndio, houve deficiência dos controles operados pela tripulação, além disso, o BOP (válvula de controle e contenção) deveria ter sido ativado automaticamente.

Com base nas suas principais conclusões, a equipe de investigação propôs 25 recomendações destinadas a evitar a repetição de tal acidente. As recomendações são dirigidas a reforçar a garantia de prevenção de explosões, controle de poço, ensaios de pressão para a integridade dos poços e plataformas, sistemas de emergência, testes das barreiras de cimento, uso de equipamentos de auditoria e verificação da competência do pessoal, bem como seu adequado treinamento.

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Editora

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